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Resultados da Pesquisa Nacional de Empresas Contábeis – PNEC – Parte IV

por Gilmar Duarte – via e-mail 02.10.2017

Como é que o faturamento e o lucro têm se comportado em 2017 quando comparado com os cinco anos anteriores? Este resultado revela as tendências do mercado e a necessidade de ações diferentes.

O filósofo e escritor americano John Dewey (1859/1952) afirmou que “um problema bem definido está meio resolvido”, pois desconhecer a situação dificulta saber por onde começar e a indefinição contribui para mantê-lo ignorado. Buscar informações da maneira como a classe empresarial atua no Brasil é o nosso maior desejo, pois permitirá explorar as dificuldades para propor soluções.

Aos que ainda não tiveram a oportunidade de ler os três primeiros artigos que deram início à análise da PNEC/2017, os mesmos estão disponíveis em:

https://boletimcontabil.net/2017/09/05/resultados-da-pesquisa-nacional-de-empresas-contabeis-pnec-parte-i/

https://boletimcontabil.net/2017/09/18/resultados-da-pesquisa-nacional-de-empresas-contabeis-pnec-parte-ii-empregados/

https://boletimcontabil.net/2017/09/25/resultados-da-pesquisa-nacional-de-empresas-contabeis-pnec-parte-iii/

Em 2014, ocasião da 2ª PNEC, a economia brasileira estava menos desorganizada do que atualmente. De lá para cá a credibilidade da população em relação aos governantes caiu sensivelmente em função dos sucessivos escândalos escancarados pela Operação Lava Jato, que pela segunda vez afastou um presidente do Brasil.

Em 2014, 67% dos empresários contábeis responderam que ao comparar o faturamento daquele ano com os cinco anos anteriores foi apurado crescimento. Em 2017 a realidade é bem diferente, pois apenas 49% afirmaram que houve crescimento se comparados com os últimos cinco anos; 17% responderam que o faturamento está igual, 28% declararam que caiu e 6% não souberam ou não quiseram responder.

A onda propagada pelas Casas Bahia “quer pagar quanto?” tem se espalhado por todos os setores. Os mais atentos quanto ao aproveitamento dos novos recursos tecnológicos conseguem produzir muito mais com custos menores, e assim os preços caem. Quem não adotou essas tecnologias se depara com a exigência dos clientes, em função dos preços da concorrência. Essa onda faz os preços caírem. E como fica o lucro no meio disso?

Já na 3º PNEC, enquanto 67% disseram que o faturamento cresceu, apenas 56% reconhecem que o lucro líquido também apurou crescimento, ou seja, 84% daqueles que tiveram faturamento maior também conseguiram lucro maior.

Em 2017, de acordo com as respostas dos empresários contábeis que participaram da PNEC, o lucro cresceu apenas 31%, ou seja, 63% daqueles que disseram que houve crescimento no faturamento conseguiram aumentar o lucro. Por outro lado, 22% dos empresários responderam que o lucro estava igual, 39% disseram que caiu e 8% não souberam ou não quiseram responder.

As dificuldades parecem maiores, mas a classe empresarial contábil tem uma excelente oportunidade para se reinventar. Como já disse Frank Lloyd Wright (1867/1959), arquiteto, escritor e educado estadunidense, “a raça humana construiu com mais nobreza quando as limitações eram maiores”.

Gilmar Duarte é palestrante, contador, CEO do Grupo Dygran (indústria comércio do vestuário, software ERP e contabilidade), autor das obras “Honorários Contábeis” e “Como Ganhar Dinheiro na Prestação de Serviços” .

Com esta obra o pequeno e médio empresário terá condições de compreender a importância da precificação correta para a sobrevivência de qualquer organização e comprovará que a mesma é menos complexa do que parece, sentindo-se motivado a implantá-la na sua empresa prestadora de serviços!Totalmente atualizada e com linguagem acessível!  Guia para implementação de cálculo do preço de serviços contábeis e correlatos. Escritórios contábeis e profissionais de contabilidade têm um dilema: quanto cobrar de seus clientes? Agora chega às suas mãos um guia prático, passo-a-passo, de como fazer este cálculo de forma adequada. Com linguagem acessível, a obra facilita ao profissional contábil determinar com máxima precisão o preço de seus serviços a clientes e potenciais clientes.Clique aqui para mais informações.

Resultados da Pesquisa Nacional de Empresas Contábeis – PNEC – Parte I

Por Gilmar Duarte – 05.09.2017

Os resultados da nova pesquisa das empresas contábeis estão fechados e serão publicados ao longo de algumas semanas, ao final das quais serão compilados no formato de e-book com os dados completos. Você não pode perder.

Pesquisa “é a coleta de informações junto ao consumidor, concorrente ou fornecedor para orientar a tomada de decisões ou solucionar problemas”. Esta simples definição extraída do site do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) exprime a real intenção da mais nova edição da Pesquisa Nacional de Empresas Contábeis (PNEC), ou seja, recolher conhecimentos da classe empresarial contábil a fim de desenvolver, colaborar, reproduzir e atualizá-la para asegurança no momento de escolher o caminho a seguir.

A Pesquisa Nacional de Empresas Contábeis – PNEC teve início em 2012 com a visita da Comissão de Precificação dos Serviços Contábeis – Copsec a diversas empresas de prestação de serviços de contabilidade, ocasião em que muitos dados foram coletados.

No ano seguinte, o questionário estruturado e disponibilizado na internet foi respondido por 191 empresas de todo o país.A terceira edição da pesquisa ocorreu neste ano, de 2 de maio a 8 de agosto, apoiada por diversos parceiros e entidades, que esperam ser auxiliados pelas informações coletadas no sentido de facilitar o posicionamento dos empresários da contabilidade nos momentos cruciais da tomada de decisões.

Participação na PNEC: A 3ª PNEC teve a participação de 244 empresas contábeis distribuídas em 85% dos estados brasileiros, condição que traz maior credibilidade na retrataçãoda visão majoritária da classe.

O estado com a maior participação, como não poderia deixar de ser, foi São Paulo, com 29% do total, seguido do Paraná (13%), Minas Gerias (11%), Rio de Janeiro (10%), Distrito Federal (6%), Rio Grande do Sul (5%), Santa Catarina (5%), Pernambuco (3%) Bahia (2%), Pará (2%) e Mato Grosso (2%). Os estados do Amazonas, Rondônia, Alagoas, Espirito Santo, Goiás, Maranhão, Paraíba, Piauí, Mato Grosso do Sul, Roraima e Sergipe somaram 9%. Rio Grande do Norte, Tocantins, Acre e Amapá não participaram da pesquisa.

Tempo de atividade: A mortalidade das empresas com dois anos de atividade, segundo pesquisas do Sebrae, era de 46% em 2008 e 2009. A partir de 2010 caiu significativamente para 24% (pesquisas efetuadas até 2012). Se a pesquisa continuasse aumentando o tempo de atividade certamente o índice de mortalidade crescerá assustadoramente.

O resultado da PNEC mostra que a atividade empresarial contábil tem especial longevidade. Em 2013/14, ocasião da 2ª PNEC, observou-se que as empresas que participaram da pesquisa tinham, em média, 13,6 anos de atividade, e em 2017 aumentou para 17 anos.

Este quadro pode ser dividido em três grandes grupos: empresas com menos de cinco anos que representam 22%; empresas com mais de 25 anos são 24%; portanto, 54% das empresas têm mais de cinco anos e menos de 50. Destaco que a empresa mais antiga que participou da pesquisa já conta com 52 anos de atividade, o que é excepcional.

Investidores: Identificar algumas características dos sócios em relação aos investimentos era algo desejado, e constatamos que cada empresa contábil tem 2,05 sócios, sendo que 87% deles atuam diretamente dentro da empresa, ou seja, apenas 13% são exclusivamente investidores.

Foi perguntado se os sócios possuem investimentos em outros negócios e em 59% das empresas a resposta foi que eles atuam com exclusividade na empresa contábil, em 24% das empresas alguns dos sócios têm outra atividade e em 17% delas todos os sócios têm, no mínimo, mais uma atividade distinta da prestação de serviços contábeis.

São duas as formas de analisar a opção dos investidores: ter foco num investimento garante a possibilidade de sucesso, pois todas as energias estarão concentradas; já a outra é de não depositar todos os ovos num só cesto.

Entendo que ambas, de acordo com o estilo do empresário, podem dar certo, pois mesmo se a opção for uma só empresa é possível prestar mais de um serviço, como a venda de seguros, certificados digitais, representação de software, etc.

Continue acompanhando os resultados da PNEC nas próximas semanas. Você vai se surpreender.

Gilmar Duarte é palestrante, contador, CEO do Grupo Dygran (indústria comércio do vestuário, software ERP e contabilidade), autor das obras “Honorários Contábeis” e “Como Ganhar Dinheiro na Prestação de Serviços” .

Com esta obra o pequeno e médio empresário terá condições de compreender a importância da precificação correta para a sobrevivência de qualquer organização e comprovará que a mesma é menos complexa do que parece, sentindo-se motivado a implantá-la na sua empresa prestadora de serviços!Totalmente atualizada e com linguagem acessível!  Guia para implementação de cálculo do preço de serviços contábeis e correlatos. Escritórios contábeis e profissionais de contabilidade têm um dilema: quanto cobrar de seus clientes? Agora chega às suas mãos um guia prático, passo-a-passo, de como fazer este cálculo de forma adequada. Com linguagem acessível, a obra facilita ao profissional contábil determinar com máxima precisão o preço de seus serviços a clientes e potenciais clientes.Clique aqui para mais informações.

O que é Resultado em Conta Alheia?

Em contabilidade, a denominada “conta alheia” refere-se a operações com terceiros, mediante consignação, comissão ou ordem.
O resultado destas transações denomina-se “resultado de operações em conta alheia“.
Desta forma, por exemplo, a intermediação na venda e comercialização de passagens individuais ou em grupo, passeios, viagens e excursões, bem como a intermediação remunerada na reserva de acomodações em meios de hospedagem, são operações em conta alheia, da agência de turismo.
Outro exemplo: o resultado entre a receita da agência e os valores recebidos por agência de publicidade para mero repasse aos veículos de comunicação, em razão de gastos feitos por conta e ordem do anunciante e em nome deste.
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Divida o Conhecimento e Multiplique o Resultado

O isolamento reduz a chance de sucesso de qualquer pessoa. Se não, pelo menos a obriga a esforçar-se mais. A troca de experiências é fabulosa, pois somente o que é dividido pode ser multiplicado.

Nas mais diversas atividades (lazer, espiritual, trabalho etc.), deparamo-nos com certa frequência com pessoas com dificuldades em manter o relacionamento pessoal com terceiros, preferindo atividades independentes. Egoísmo? Na maioria das vezes não creio tratar-se de soberba, mas de falta de treinamento para atividades coletivas.

Este exercício começa muito cedo e talvez fique mais fácil de lembrar dos tempos da escola, quando o professor dava atividade em grupo e aí começava o problema.

Sempre há aqueles que se encostam nos colegas, em nada colaboram para a realização do trabalho e ainda, por vezes, atrapalham, o que claramente piora quando o professor exige a participação de todos na apresentação.

Neste ponto é provável que os “encostados” prejudiquem a nota do grupo, o que será minimizado se alguém for para o sacrifício de orientar quem nem sempre está disposto a aprender.

Não devemos deixar que fatos como o citado acima atrapalhem a vida profissional, pois sabemos que o trabalho coletivo tem maiores possibilidades de sucesso.

Um craque do futebol pode ser fundamental para o time, embora sozinho não consiga o mesmo resultado que o grupo unido. Já tivemos a oportunidade de observar, no Campeonato Brasileiro de Futebol, times considerados inexpressivos em relação aos salários dos jogadores, que venceram o campeonato.

Sindicatos e associações têm a finalidade de reunir pessoas, profissionais ou não, para enfrentar dificuldades e vencê-las com menor esforço.

Jesus poderia ter feito todo o trabalho de evangelização sozinho, mas preferiu chamar ajudantes e compartilhou as atribuições. Pessoas bem treinadas podem conduzir o trabalho por longa data sem que o líder esteja ao lado o tempo todo.

Devemos buscar saber a causa do isolamento de alguém em nosso grupo que não consegue contribuir: se timidez, falta de conhecimento, preguiça, soberba ou até inabilidade no relacionamento humano.

Conhecer o real motivo é o primeiro passo para ajudá-lo a vencer sua dificuldade e tornar-se um membro ativo e produtivo.

No meio contábil a timidez é uma constante, pois a formação recebida não é a de diálogo, mas de concentração em tarefas em sua maioria, individuais.

Superar esta barreira é fundamental, especialmente por aqueles profissionais que são ou desejam atuar como empresários.

A comunicação (ouvir, pensar e responder) é indispensável para manter a equipe unida e produtiva, bem como nos demais relacionamentos, especialmente com os clientes. A boa comunicação torna as pessoas simpáticas e facilita a aproximação.

Todo empresário, inclusive o contábil, ao invés de demonstrar ser completamente autônomo, precisa maximizar o relacionamento com os concorrentes. Concorrentes? Naturalmente, pois os empresários das indústrias metalúrgicas, do comércio varejista, dos hospitais, da atividade rural etc., unem-se para somar forças.

São concorrentes que obviamente não revelam os segredos das empresas, mas compartilham as dificuldades para transformá-las em facilidades. Não há sindicato que agregue empresários incompatíveis, mas afins (normalmente o mesmo ramo de atividade).

Isolamento é uma ferramenta suicida. Pratique a fusão do conhecimento para disseminá-lo. Você e todo o grupo ganharão com isso.

Gilmar Duarte é contador, diretor do Grupo Dygran, palestrante, autor dos livros “Honorários Contábeis” e “Como ganhar dinheiro na prestação de serviços” e membro da Copsec do Sescap/PR.

Com esta obra o pequeno e médio empresário terá condições de compreender a importância da precificação correta para a sobrevivência de qualquer organização e comprovará que a mesma é menos complexa do que parece, sentindo-se motivado a implantá-la na sua empresa prestadora de serviços!Totalmente atualizada e com linguagem acessível!  Guia para implementação de cálculo do preço de serviços contábeis e correlatos. Escritórios contábeis e profissionais de contabilidade têm um dilema: quanto cobrar de seus clientes? Agora chega às suas mãos um guia prático, passo-a-passo, de como fazer este cálculo de forma adequada. Com linguagem acessível, a obra facilita ao profissional contábil determinar com máxima precisão o preço de seus serviços a clientes e potenciais clientes.Clique aqui para mais informações.

Receita Bruta da Venda de Bens e Serviços

De acordo com as normas societárias, a receita operacional bruta é composta dos valores auferidos nas vendas de produtos, mercadorias e serviços, apropriados de acordo com o regime de competência.

Receita da Venda de Bens

O termo “bens” inclui bens produzidos pela entidade com a finalidade de venda e bens comprados para revenda, tais como mercadorias compradas para venda no atacado e no varejo, terrenos e outras propriedades mantidas para revenda.

A receita proveniente da venda de bens deve ser reconhecida quando forem satisfeitas todas as seguintes condições:

(a)    a entidade tenha transferido para o comprador os riscos e benefícios mais significativos inerentes à propriedade dos bens;

(b) a entidade não mantenha envolvimento continuado na gestão dos bens vendidos em grau normalmente associado à propriedade e tampouco efetivo controle sobre tais bens;

(c)    o valor da receita possa ser mensurado com confiabilidade;

(d)   for provável que os benefícios econômicos associados à transação fluirão para a entidade; e

(e)   as despesas incorridas ou a serem incorridas, referentes à transação, possam ser mensuradas com confiabilidade.

Receita da Venda de Serviços

A prestação de serviços envolve tipicamente o desempenho da entidade em face da tarefa estabelecida contratualmente a ser executada ao longo de um período estabelecido entre as partes.
Tais serviços podem ser prestados dentro de um ou mais períodos.
Alguns contratos para a prestação de serviços estão diretamente relacionados a contratos de construção, como, por exemplo, os contratos para gestão de projetos e de arquitetura.

Contabilização

As receitas devem ser reconhecidas segundo sua origem (bens ou serviços), normalmente a débito da conta de clientes, caixa ou bancos – e a crédito de conta de resultado.

Observar que os tributos devidos devem ser reconhecidos neste momento, bem como custos e despesas diretas associadas ao negócio (como custo das mercadorias, fretes, comissões, etc.).

Nas vendas sujeitas à cobrança do IPI destacado na nota fiscal e do ICMS, PIS, COFINS quando cobrado pelo vendedor dos bens ou prestador dos serviços na condição de substituto tributário, observa-se que esta parcela, por ser caracterizada como mero depósito do comprador ao vendedor, não compreende a Receita Operacional Bruta – ROB.

Para maiores detalhamentos e exemplos, acesse o tópico Receita Operacional Bruta, no Guia Contábil Online.

Cobrança de Créditos de Terceiros – Receita a ser Considerada

Supermercados, lojistas, redes lotéricas e empresas de cobrança realizam transações de recebimento de contas de terceiros (água, luz, telefone, boletos) e repassam os valores posteriormente, ganhando uma comissão como remuneração dos serviços prestados.

Contabilmente, deve ser dada devida atenção para o registro de tais operações. Sugere-se a criação, no plano de contas contábil, de um grupo especial do passivo, denominada “cobranças por ordem de terceiros”, onde se debitará (quando do recebimento de alguma conta) o ativo correspondente (caixa, bancos conta movimento) e se creditará a obrigação do repasse.

Pelo regime de competência, se fará a apropriação da receita do serviço, debitando-se a conta passiva e creditando-se conta de resultado (serviços de cobranças). Este valor será tributável pelo ISS e demais tributos (PIS, COFINS, Simples Nacional).

Então temos o seguinte esquema:

1. Pelo recebimento de conta de luz, em dinheiro, pelo supermercado XYZ, no valor de R$ 100,00:

D- Caixa (Ativo Circulante)

C- Cobrança por Ordem de Terceiros (Passivo Circulante)

R$ 100,00

2. Pela contabilização da receita respectiva à comissão de cobrança (admitindo-se que o repasse seja de R$ 1,50 por conta cobrada):

D – Cobrança por Ordem de Terceiros (Passivo Circulante)

C – Receita de Serviços de Cobrança (Resultado)

R$ 1,50

3. Pelo repasse do valor líquido da cobrança à companhia contratante (no caso, a concessionária de luz):

D – Cobrança por Ordem de Terceiros (Passivo Circulante)

C – Bancos Conta Movimento (Ativo Circulante)

R$ 98,50

Nota: para fins tributários, o conceito de Receita Bruta é consignado no art. 31 da Lei 8.981/1995:

Art. 31. A receita bruta das vendas e serviços compreende o produto da venda de bens nas operações de conta própria, o preço dos serviços prestados e o resultado auferido nas operações de conta alheia.

Conclusão: na hipótese de cobrança de créditos de terceiros, para fins tributários e também contábeis, a receita é similar ao resultado auferido nas operações de conta alheia, ou seja, R$ 1,50 (R$ 100,00 – R$ 98,50) no exemplo mencionado. É errado considerar a receita como o valor bruto (R$ 100,00), tanto contabilmente como para fins tributários.

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