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Cansei! Falta-me Disposição para Acompanhar a Evolução

 

Por Gilmar Duarte

Pessoas com dificuldade para acompanhar o processo evolutivo do mundo, perdidas e com vontade de desistir são mais fáceis de encontrar do que imaginamos.

Estes sentimentos também ocorrem com você?

O agricultor pegava a enxada e trabalhava o dia todo, sentia-se produtivo e conseguia gerar o sustento da família.

Surgiram novas ferramentas e especialmente máquinas que impulsionaram imensamente a produção.

O que um agricultor fazia num mês a máquina demorava algumas horas.

Esta tecnologia demandava dinheiro e muita coragem, e naturalmente assustava. Houve quem entendeu o processo evolutivo, adquiriu a inovação e, além de trabalhar em sua propriedade, passou a prestar serviços aos que não conseguiam, ficando com boa parte do lucro da safra.

Alguns sentiram-se velhos para embarcar nesta virada do mundo e resolveram usar a cadeira de balanço para passar o tempo, até que chegasse o seu dia de fechar as malas e partir deste mundo assustador.

Quase todas as profissões sofreram lentos ou rápidos avanços, e em todas elas, como no caso da agricultura, citado acima, nem todos conseguiram acompanhar.

Para refrescar a memória cito algumas evoluções recentes que você ou seus pais se lembrarão: o curso de datilografia era essencial para candidatos a qualquer ofício em escritórios; empresas se comunicavam com suas filiais e concorrentes pelo telex, uma máquina de escrever a longa distância; os engenheiros tinham suas pranchas para projetar construções feitas à mão e com o uso de calculadoras científicas; máquinas fotográficas utilizavam filmes de 12, 24 ou 36 fotogramas (poses) que eram revelados em laboratórios; ter telefone em casa era um luxo e poucos possuíam aparelho sem fio – hoje ele vai conosco no bolso e na maioria das vezes é usado para escrever; ao jogar boliche alguns contratavam arrumadores dos pinos para maior comodidade e rapidez; era comum ver jovens na praia com grandes aparelhos de som para ouvir músicas –o hábito permanece, mas com aparelhos praticamente invisíveis e de qualidade infinitamente superior. Todo este cenário “pré-histórico” tem cerca de 30 anos.

As inovações alcançaram também a contabilidade. Sabemos que alguns profissionais resolveram desistir, mas a grande maioria entendeu tratar-se de um processo evolutivo necessário, então investiu muito tempo – também dinheiro – para aprender e utilizar a tecnologia a seu favor.

Na Idade Média, o Frei Luca Pacioli (1445 – 1517) descobriu o registro da contabilidade com partidas dobradas. Este processo inovador deu mais segurança ao controle patrimonial.

De lá para cá muitas coisas mudaram. Inicialmente a contabilidade era escrita manualmente em livros; depois adotou-se a máquina de escrever e a transcrição para livros era feita com a tecnologia da gelatina; as máquinas foram melhoradas e a folhas eram diretamente encadernadas; com o computador os lançamentos ganharam agilidade, sendo possível alterar lançamentos, dentro do ano, a qualquer momento, sem a necessidade de fazer estornos; então surgiu a Escrituração Contabilidade Digital (ECD) e os livros não precisam ser encadernados.

Todo este processo não foi fácil de ser implementado, mas hoje é a realidade que trouxe muitos benefícios, especialmente em relação à velocidade da disponibilidade das informações para a gestão dos negócios.

Comparado com o que o Frei Luca Pacioli projetou e como fazemos 500 anos depois, certamente houve grande avanço, mas sabemos que nunca se chega ao fim do caminho do processo da evolução, então é necessário continuar os estudos e investir nas novidades.

Produtos e serviços antes com altos preços devido ao processo produtivo hoje são ofertados a preços bastante baixos, alguns até de graça para determinados públicos, a exemplo do WhatsApp, facebook e tantos outros aplicativos.

Nesta caminhada do início do século XXI é necessário que os empresários contábeis estejam atentos para as novidades tecnológicas e para as necessidades do seu público.

Os clientes desejam informações precisas, rápidas e a preços baixos, o que não é exclusividade no ramo da contabilidade.

Não é difícil atender a estes quesitos, que demandam esforço para ser conquistados, mas não estou me referindo a preços ínfimos (R$ 49,00) que certamente não permite entrega o que de melhor o cliente necessita: orientação.

O processo de inovação se inicia com a disposição de querer fazer melhor, mais rápido e com custos menores. O segredo está na DISPOSIÇÃO, coisa que os mais velhos precisam reaprender com os mais jovens.

Gilmar Duarte é Contador, diretor do Grupo Dygran, palestrante, autor dos livros “Honorários Contábeis” e “Como Ganhar Dinheiro na Prestação de Serviços” e membro da Copsec do Sescap/PR.

Guia para implementação de cálculo do preço de serviços contábeis e correlatos. Escritórios contábeis e profissionais de contabilidade têm um dilema: quanto cobrar de seus clientes? Agora chega às suas mãos um guia prático, passo-a-passo, de como fazer este cálculo de forma adequada. Com linguagem acessível, a obra facilita ao profissional contábil determinar com máxima precisão o preço de seus serviços a clientes e potenciais clientes.Clique aqui para mais informações.  Com esta obra o pequeno e médio empresário terá condições de compreender a importância da precificação correta para a sobrevivência de qualquer organização e comprovará que a mesma é menos complexa do que parece, sentindo-se motivado a implantá-la na sua empresa prestadora de serviços!Totalmente atualizada e com linguagem acessível!

CFC Manda Ofício para Globo em Protesto a Ofensa à Classe

O Conselho Federal de Contabilidade enviou, nesta segunda-feira (6), ofício à TV Globo, em que protesta e pede a retratação da empresa por ofensa à classe.

A ofensa foi proferida, em horário nobre, numa fala de um personagem de novela Sol Nascente.  O personagem, interpretado pelo ator Francisco Cuoco, afirmou que “advogado e contador é tudo trambiqueiro”.

O documento encaminhado ao diretor do Departamento de Teledramaturgia da emissora, Silvio de Abreu, foi assinado pelo presidente do CFC, Martonio Alves Coelho.

Veja adiante a íntegra do ofício:

oficio-crc-globo

Fonte: FENACON.

Pós-graduandos da UFPR Fazem Pesquisa Sobre Estereótipos da Profissão no filme “O Contador”

Recentemente, a Warner Bros lançou um filme intitulado “O Contador”. A produção mostra, em outros aspectos, estereótipos dos profissionais da contabilidade, envolvendo suas habilidades, competências, ambições, manias e defeitos.

Os estereótipos do profissional da contabilidade são importantes e devem ser conhecidos para o sucesso da profissão, tendo que, muitas vezes, a imagem dos contadores é vista pelo público somente em eventos negativos, tais como fraudes, escândalos e falências. No Brasil, já ocorreram referências nesse último sentido.

Na novela “Páginas da Vida”, por exemplo, exibida pela Rede Globo, o personagem Alex (Marcos Caruso), foi apresentado como um contador fracassado, sem alternativas de trabalho, uma pessoa que sente vergonha de se apresentar como contador; por isso, tem problemas com a esposa, que o humilha…

É talvez a primeira vez em circuito mundial que a indústria cinematográfica mostra com tantos detalhes os estereótipos dos contadores.

Explorando a oportunidade, os estudantes do Programa de Pós-Graduação em Contabilidade da Universidade Federal do Paraná (PPGCONT-UFPR) Alcido Manuel Juanilha, Joyce Menezes da Fonseca Tonin, Vagner Alves Arantes e Romualdo Douglas Colauto, sob a coordenação do professor Vicente Pacheco, auditor independente, ex-conselheiro do CRCPR, membro da Academia de Ciências Contábeis do Paraná, professor da UFPR e doutor em Ciências Contábeis pela USP, estão desenvolvendo uma pesquisa que visa identificar as percepções de profissionais sobre as habilidades, competências, ambições, manias e defeitos dos contadores retratados no filme, que ainda está em cartaz nos cinemas de algumas cidades no Brasil.

Professores, alunos e profissionais ligados à contabilidade que tenham assistido ao filme estão sendo convidados a participar da pesquisa, cujo questionário está disponível em https://goo.gl/forms/8otcEtPyzzaoOu832.

As informações fornecidas serão utilizadas apenas para o propósito acadêmico e o envolvimento dos respondentes voluntários é considerado como uma grande contribuição para a qualidade dos resultados do estudo.

Para os respondentes serão sorteados três fones de ouvido sem fio, micro SD, USB, FM, Bluetooth.

Fonte: site CRC-PR 11.11.2016

O Fim das Atuais Profissões

por Gilmar Duarte

Não desejo que o meu filho dê sequência à profissão que tanto sonhei e desempenho há anos, pois já não dá dinheiro como antigamente e o futuro é nebuloso. Onde foi que eu errei?

Há 30 anos, apesar de vulgarmente conhecida como “guarda-livros”, especialmente na época de fazer as declarações do Imposto de Renda, a atividade do contador era lucrativa.

O profissional era respeitado pela habilidade e destreza para trabalhar com os números, interpretar os tributos e resolver muitos problemas dos clientes.

Lembro-me de que no ano de 1976, com 15 anos, quando tive a primeira aula, apaixonei-me pela contabilidade. Foi amor à primeira vista. Sonhei que, com esforço, cresceria na profissão, seria um profissional respeitado e conquistaria a estabilidade financeira tão almejada pela humanidade.

Acredito que este sentimento é semelhante aos demais profissionais como engenheiro, médico, professor, advogado, empresário etc., o que é espetacular, pois a sociedade recebe de presente profissionais desejosos de atuar com zelo e ética.

Então o que acontece para que, com o passar do tempo, algumas – ou muitas – pessoas se desmotivam a ponto de não desejar a profissão aos seus filhos? Por que atividades que há 20 ou 30 anos pareciam maravilhosas e hoje são vistas com desconfiança?

Já presenciei pais que desestimulam os filhos a seguir suas profissões e sugerem outras que talvez os pais que as ocupam também desaconselham aos seus próprios filhos. Observo que os pais conhecem tantas dificuldades em sua profissão que já não conseguem enxergá-la como um bom caminho para trilhar, ignorando obstáculos das outras profissões que acabam recomendando aos seus filhos.

Ajudar os jovens a tomar o melhor caminho é importante, mas não devemos nos deixar ser conduzidos pelo sentimentalismo. Devemos ter base em estudos que apontam a afinidade do jovem, associados à visão de futuro das profissões.

Certamente a atividade de marketing e propaganda da atualidade e do futuro não é desempenhada como no passado, assim como na medicina, engenharia ou advocacia. Todas as profissões sofrerão inovações, especialmente em função da evolução tecnológica.

É preciso cuidados para não desmotivar os jovens por simples cansaço e incapacidade de vislumbrar bons resultados no horizonte, como acontecia no passado. Você talvez tenha sido um profissional que buscava o conhecimento, estudava, participava de congressos, lia constantemente e inovava para conquistar novos clientes. E hoje?

É natural que o passar do tempo diminua a disposição, mas é possível cultivar o terreno e adubá-lo a fim de que continue a dar frutos. Reunir-se com colegas, especialmente os mais jovens, trará energia para mantê-lo motivado, assim como o sol que descansa à noite e brilha no dia seguinte.

A área de atuação dos contadores talvez seja aquela de maior abrangência, motivo pelo qual as universidades investem na formação deste profissional. O contador pode atuar em empresas, no ensino, em órgãos públicos e como autônomo.

Não desejo me alongar, mas citarei algumas das muitas atividades desempenhadas pelo contador, em uma das quais você ou seu filho poderão ter muito sucesso: planejador tributário, analista financeiro, contador geral, cargos administrativos, auditor interno, contador de custos, contador gerencial, controller, auditor independente, consultor, empresário contábil, perito contábil, investigador de fraudes, professor, coordenador, pesquisador, escritor, parecerista, conferencista, contador público, agente de fiscalização, controladoria e finanças, Tribunal de Contas e oficial contador.

O processo de evolução continuará e cada profissional deverá optar por ser parte do processo de melhoria ou ser arrastado até desprender-se dos mais rápidos. Claro que estar à frente é muito mais gratificante.

Gilmar Duarte é contador, diretor do Grupo Dygran, palestrante, autor dos livros “Honorários Contábeis” e “Como ganhar dinheiro na prestação de serviços” e membro da Copsec do Sescap/PR.

Com esta obra o pequeno e médio empresário terá condições de compreender a importância da precificação correta para a sobrevivência de qualquer organização e comprovará que a mesma é menos complexa do que parece, sentindo-se motivado a implantá-la na sua empresa prestadora de serviços!Totalmente atualizada e com linguagem acessível!  Guia para implementação de cálculo do preço de serviços contábeis e correlatos. Escritórios contábeis e profissionais de contabilidade têm um dilema: quanto cobrar de seus clientes? Agora chega às suas mãos um guia prático, passo-a-passo, de como fazer este cálculo de forma adequada. Com linguagem acessível, a obra facilita ao profissional contábil determinar com máxima precisão o preço de seus serviços a clientes e potenciais clientes.Clique aqui para mais informações.

Responsabilidade Civil Profissional

Por Gilmar Duarte

Em todas as atividades, a exemplo do comerciante, advogado, zelador, garçom, motorista, jogador de futebol ou médico há aquele profissional zeloso, responsável, dedicado e preocupado em fazer o melhor.

Obviamente há os que pensam e agem de maneira diferente e totalmente oposta. Este lado obscuro e comum a todas as profissões denigre a imagem da classe, pois tenta levar os íntegros ao lamaçal. Nestes casos, além da sujeira, também o mau cheiro torna a convivência insuportável.

O mau profissional, ou melhor, aquele que não é profissional, mas disfarçadamente se veste como tal, presta serviço de baixa qualidade e não executa todas as tarefas conforme determina a legislação e o código de ética da sua categoria.

Propositadamente, muitas vezes ainda desvirtua informações para atender clientes igualmente inescrupulosos com o objetivo de tirar vantagens, tais como vencer uma concorrência, conseguir um empréstimo ou sonegar tributos.

Na maioria das vezes, o falso profissional oferece serviços a preços muito abaixo daqueles praticados no mercado, pois sabe que não prestará o serviço completo e, portanto, poderá ainda obter lucro.

Mas será que o seu cliente está consciente de que receberá o serviço incompleto? Normalmente, não. Além de desconhecer, ele só perceberá tempos depois, quando receber visita da fiscalização ou necessitar de informações e documentos que nunca foram feitos.

Você já deve ter sido consultado por algum cliente que se julgou enganado pelo contador ou outro profissional, razão pela qual passou a ficar ressabiado com todos os demais profissionais.

Este cliente deseja detalhes para saber se você é diferente do anterior e se mostra disposto até a remunerar melhor o novo contratado, afirmando que o honorário barato pago anos a fio acabou ficando muito caro.

Especificamente para o contador, quero dizer que a responsabilidade civil criada com o Código Civil Brasileiro (Lei 10.406/2003) e o Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/1990) veio para valorizar o bom profissional.

Com as novas leis, a chance de o contador imprudente sofrer grandes penalizações, assumir prejuízos causados a terceiros, ser condenado à prisão por até cinco anos e perder o direito de exercer a atividade ficou muito maior.

Essas penalizações têm sido imputadas aos maus profissionais com significativa frequência, conforme pode ser observado nos noticiários nacionais.

Entendo que o endurecimento da legislação veio para contribuir na valorização dos bons profissionais da contabilidade, pois é ofertando segurança e bons serviços para a sociedade que chegaremos ao pódio do reconhecimento, local adequado aos que lutam pela valorização e evolução da profissão.

No entanto, há necessidade do policiamento da equipe de trabalho, bem como de contratar o seguro de Responsabilidade Civil Profissional para ampliar a segurança oferecida aos clientes.

Gilmar Duarte é contador, diretor do Grupo Dygran, palestrante, autor dos livros “Honorários Contábeis” e “Como ganhar dinheiro na prestação de serviços” e membro da Copsec do Sescap/PR.

Com esta obra o pequeno e médio empresário terá condições de compreender a importância da precificação correta para a sobrevivência de qualquer organização e comprovará que a mesma é menos complexa do que parece, sentindo-se motivado a implantá-la na sua empresa prestadora de serviços!Totalmente atualizada e com linguagem acessível!  Guia para implementação de cálculo do preço de serviços contábeis e correlatos. Escritórios contábeis e profissionais de contabilidade têm um dilema: quanto cobrar de seus clientes? Agora chega às suas mãos um guia prático, passo-a-passo, de como fazer este cálculo de forma adequada. Com linguagem acessível, a obra facilita ao profissional contábil determinar com máxima precisão o preço de seus serviços a clientes e potenciais clientes.Clique aqui para mais informações.

Você está Desesperado com o Rumo da Profissão Contábil? Dificuldade x Oportunidade

 

por Gilmar Duarte

Os clientes desejam cada vez mais descontos! O lucro está desaparecendo! Os concorrentes praticam preços absurdos! Vejo o futuro das empresas contábeis dúbio!

O que fazer para enfrentar tudo isto?

Nos EUA, alguns médicos que atendem em massa e com pouca atenção aos “pacientes”, assim como acontece no Brasil, já começam a ofertar serviços de qualidade e para isto selecionam cerca de 50 clientes. Este pequeno grupo de clientes pagará muito mais, porém receberá serviços diferenciados.

Nesta semana visitei um cliente que sempre pressiona pela redução dos honorários. Informei-o sobre empresas que cobram entre R$ 49,90 e R$ 99,90, dependendo do ramo de atividade, e ele logo ficou feliz.

Então continuei explicando como funciona: o próprio cliente faz o download dos documentos (notas fiscais, extratos bancários etc.) e, o principal, o contador não presta assessoria tributária, fiscal ou trabalhista, a menos que o cliente comprar as horas necessárias do estudo e orientação.

Então o cliente disse: “Não é isso o que eu desejo. Preciso que o contador esteja próximo para me auxiliar nas dificuldades”. Há clientes que desejam o preço e outros serviços com qualidade. É necessário apresentar claramente as duas opções.

Não podemos pensar que, com tantas mudanças nas mais diversas áreas, os serviços de contabilidade continuem sendo prestados da mesma forma.

É preciso pensar e analisar as tecnologias disponíveis e decidir por aquelas capazes de ser aplicadas em nosso ramo de atividade para ganhar na produtividade e na agilidade.

Ser mais ágil para disponibilizar informações aos clientes, além de deixá-los mais satisfeitos, significa economizar tempo, reduzir custos e ofertar o mesmo serviço por preço menor, mas com lucro.

Permanecer na zona de conforto parece ser o desejo, mas isto é permitido somente quando não há ameaças, coisa que está fora da moda, pois o mercado nunca esteve tão disputado como nos dias atuais.

Levante e enxergue o mundo de cabeça erguida, sem medo, mas disposto a implementar as mudanças necessárias para continuar atendendo os seus clientes. Só não consegue acompanhar a evolução aqueles que desistem.

Quando começou a nota fiscal eletrônica e a assinatura digital, parecia que era o fim, mas hoje fazemos tudo isto com muita tranquilidade. Assim acontecerá com as demais mudanças, desde que estejamos dispostos a aprender.

Até o ano de 2012 os empresários contábeis se reuniam para debater a profissão, nunca os preços. Em 2012, em Curitiba (PR), foi realizado o “Seminário de Precificação dos Serviços Contábeis”, o primeiro evento exclusivo para debater preços, no qual tive a honra de lançar o primeiro livro de precificação para empresas contábeis.

Depois desse, muitos outros seminários repetiram-se pelo Brasil: Maceió;/AL, Rio de Janeiro/RJ, Londrina/PR, Tocantins, entre outros.

Os seminários unem os empresários contábeis para debater a metodologia mais adequada para precificar e o destino das empresas contábeis, objetivos distintos dos taxistas e outras atividades que não conseguem enxergar o futuro da atividade.

Ao antever o problema é possível transformar ameaças em oportunidades.

Nos seminários observamos contadores que chegam assustados e vão embora sentindo-se mais confiantes porque recebem informações claras e percebem que o medo só atrapalha.

É preciso compreender para onde caminhamos e então nos preparar para as dificuldades ou, talvez, para as oportunidades.

Neste mês de agosto estarei falando nos seminários de precificação em Londrina (PR), em setembro na Unicesumar, em Maringá (PR), em outubro em Chapecó (SC) e Boa Vista (RR).

Se a sua região ainda não recebeu um seminário de precificação de serviços contábeis procure os líderes locais e cobre a realização do mesmo, que lhe dará uma visão mais nítida do que está acontecendo e como se preparar para enfrentá-la.

Adianto que a proposta é estudar, pesquisar sobre o futuro e debater com os colegas de profissão, pois o isolamento fará com que todos se esqueçam de você, inclusive o cliente, e você ficará ligado a um mundo que não mais existe. Consequentemente, será o fim.

A oportunidade está batendo. É necessário abrir a porta do conhecimento.

Gilmar Duarte é palestrante, contador, diretor do Grupo Dygran, autor dos livros “Honorários Contábeis” e “Como Ganhar Dinheiro na Prestação de Serviços” e membro da Copsec do Sescap/PR.

Com esta obra o pequeno e médio empresário terá condições de compreender a importância da precificação correta para a sobrevivência de qualquer organização e comprovará que a mesma é menos complexa do que parece, sentindo-se motivado a implantá-la na sua empresa prestadora de serviços!Totalmente atualizada e com linguagem acessível!  Guia para implementação de cálculo do preço de serviços contábeis e correlatos. Escritórios contábeis e profissionais de contabilidade têm um dilema: quanto cobrar de seus clientes? Agora chega às suas mãos um guia prático, passo-a-passo, de como fazer este cálculo de forma adequada. Com linguagem acessível, a obra facilita ao profissional contábil determinar com máxima precisão o preço de seus serviços a clientes e potenciais clientes.Clique aqui para mais informações.

Você está Atento às Ameaças para a Continuidade da sua Atividade?

Por Gilmar Duarte

Os nossos avós se preparavam para dar continuidade às atividades de seus pais, que muitas vezes fizeram o mesmo, que também repassavam aos filhos. Hoje é necessário estar atento, pois há profissões que podem deixar de existir muito rapidamente.

Que a evolução tecnológica foi gigantesca no final do século XX ninguém duvida, mas também é inacreditável a explosão continuada no início do século XXI. Quem poderia imaginar coisas como o site de busca do Google respondendo a quase todas as dúvidas, a internet de banda larga massificada que permite estar conectado 24 horas por dia, smartphones que integram telefone e computador com altíssima resolução, velocidade e capacidade de armazenamento, GPS com inúmeras funcionalidades e tantas outras.

Todas estas tecnologias adaptadas nas inúmeras ferramentas e atividades permitem incontáveis facilidades para localizar e ofertar bens e serviços ao mercado. Quem é o mercado? Nós! Todos fazemos parte desta grande roda, mais veloz a cada dia e mais difícil de nos mantermos dentro dela.

O consumidor quando deseja um serviço ou produto rapidamente utiliza o smartphone para consultar o preço e saber onde encontrá-lo. O fornecedor que opta por não divulgar na internet reduz as chances do cliente chegar até ele, enquanto os conhecedores dos recursos disponíveis na rede mundial de computadores terão maiores oportunidades de atrair o cliente.

O serviço de táxi é quase tão antigo quanto a civilização, foi no final século XVIII que recebeu o nome de táxi por utilizar taxímetro para tarifar os percursos. Esta profissão encontra-se num momento crucial, de inovação, para atender aos anseios do mercado, caso contrário o UBER poderá sepultá-la.

A Kodak, empresa que dominou o mercado mundial de fotografia, viu a câmera digital entrar no mercado, sem acreditar que emplacaria. Errou e persistiu no erro, fabricando câmeras com filme até 2003, quando já era tarde para reagir.

A inovação é necessária em todas as áreas. Em algumas atividades acontece bem mais rápido e noutras, nem tanto, mas é inevitável ficar vigilante para não correr o risco de, ao acordar, concluir que é impossível qualquer reação. O ideal é manter-se “antenado” no mercado para inovar na sua atividade. Se esta é uma missão difícil, o jeito é colar nos mais inovadores para segui-los.

A atividade ‘Escritório de Contabilidade” também tem sido impactada pelas inovações, inclusive despertando o interesse de empreendedores estrangeiros para atuar nos serviços contábeis brasileiros.

Uma das formas de se preparar para esta possibilidade é compreender o mercado e oferecer serviços inovadores aos clientes.

A participação em congressos, fóruns e outros eventos permitem ao contador empresário obter informações acerca da sua atividade e poder agir a tempo.

Mantenha o registro gerencial da sua empresa, compare os indicadores com os meses e anos anteriores e compreenda de que maneira o mercado está agindo.

Não perca tempo para ousar e não duvide que serão necessárias muitas mudanças nos próximos anos.

Gilmar Duarte é palestrante, contador, diretor do Grupo Dygran, autor dos livros “Honorários Contábeis” e “Como Ganhar Dinheiro na Prestação de Serviços” e membro da Copsec do Sescap/PR.

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Gilmar-Duarte

Contabilidade: Século XXI

Por Júlio César Zanluca – contabilista e coordenador do site Portal de Contabilidade

Todos nós lemos e sabemos que a contabilidade no Brasil mudou, que normas e até a estrutura patrimonial do Balanço foram alteradas, suprimidas e adaptados às regras contábeis internacionais.

Evidentemente, como profissionais, buscamos nos atualizar destas e outras alterações significativas. Mas a pergunta que faço é dirigida com enfoque não apenas neste ou naquele ponto específico da ciência contábil, mas com uma amplitude necessária aos novos tempos e demandas que temos: você, contabilista, de fato está atualizado em seus conhecimentos profissionais?

Não foram apenas as regras contábeis que mudaram no Brasil. Tivemos várias alterações significativas na forma de trabalhar e apresentar o resultado dos dados exigidos, como, por exemplo:

ECD – Escrituração Contábil Digital (“Sped Contábil”)

ECF – Escrituração Contábil Fiscal (“Sped IRPJ/CSLL”)

EFD – Escrituração Fiscal Digital (“Sped Fiscal ICMS/IPI”)

E-Social (“Sped da Folha de Pagamento”)

Ajuste a Valor Presente

“Impairment”, etc.

Até as empresas optantes pelo Simples Nacional têm exigência de utilizar os novos parâmetros contábeis, sendo dispensadas de algumas rotinas fiscais específicas (como entrega da ECD e ECF).

A velocidade das mudanças surpreende. O profissional contábil precisa estar diariamente atento às novidades e demandas, sob pena de “ficar para trás”, defasado em conhecimentos, tecnologia e até de conseguir atender sua clientela.

Outras novidades seguem a ritmo regular, como as atualizações sobre Perícia Contábil e normas específicas de segmentos (Cooperativas, Terceiro Setor, etc.).

Além das normas contábeis, os procedimentos fiscais, trabalhistas, legais e previdenciários estão em fase de acelerada mudança. Por exemplo, o Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR), que era físico, agora é obrigatório na versão eletrônica (incorporado na ECF).

Como profissional de contabilidade, dediquei os últimos 15 anos a pesquisar e escrever sobre tais mudanças, consolidando os resultados em obras eletrônicas atualizáveis, as quais recomendo a meus colegas e também outros profissionais envolvidos na temática contábil, tributária, fiscal, trabalhista e previdenciária.

Espero contribuir, desta forma, com a expansão do mercado de serviços executados, atendendo à crescente demanda de empresas, organizações e pessoas físicas por qualidade e segurança no comprimento das obrigações legais pertinentes.

Contabilista: prossiga em busca de conhecimentos e atualização profissional. O rumo é este. Há crescente necessidade de profissionais atualizados e interativos. A hora é agora!

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Contador, um Delator do Cliente?

por Gilmar Duarte

As imposições de cima para baixo sempre dão certo quando os subordinados abaixam a cabeça, mas quando decidem lutar contra as injustiças conseguem reverter qualquer processo, independente do estágio em que este se encontra.

Já é do conhecimento de todo contador que, por meio da Lei 9.613/1998, o Governo Federal criou o Conselho de Controle das Atividades Financeiras (COAF) com os objetivos de – ao menos é a justificativa – combater o crime de “lavagem de dinheiro” e o financiamento do terrorismo.

Para alcançar os objetivos de maneira mais fácil e com baixo custo, o Governo Federal arrolou no campo de fiscais, porém sem qualquer remuneração, uma série de profissionais que desempenham atividades não governamentais tais como corretores imobiliários e de seguros, agentes de factoring e os contadores. Isto mesmo, os contadores.

Este rol de profissionais incluía os advogados que, inconformados com a decisão autoritária do Governo Federal, se mobilizaram. “Transformar o advogado em delator de seu próprio cliente é imoral, subverte o sistema de defesa, macula a relação de confiança indispensável à atuação profissional e viola inúmeros princípios constitucionais”, disse Sérgio Rosenthal, criminalista e presidente da Associação dos Advogados de São Paulo.

Os contadores sequer tomaram conhecimento do que estava acontecendo quando se depararam com a Resolução 1.445/2013, do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), que obriga a classe a delatar o próprio cliente. Alguns, injuriados, tentaram se mobilizar, mas já não era mais possível, pois alguns “líderes” da classe já tinham decidido que seria assim mesmo.

Como podemos imaginar que contadores e empresários contábeis que estão nos representando junto ao CFC podem pensar assim, haja vista o exemplo dos advogados que lutaram e não aceitaram esta submissão? Que tipo de representantes são estes que temos lá em cima? Não foi muito difícil descobrir que a maioria é formada por professores que nada tem a perder. Primeiro porque não têm clientes, mas emprego fixo com estabilidade.

Segundo, porque não conhecem a realidade dos serviços de contabilidade e, terceiro, porque não estão comprometidos com a classe. “Os advogados são pessoas físicas que se submetem à regulação de um órgão próprio regulador, que é a Ordem dos Advogados do Brasil”, afirmou Rosenthal. Os contadores também têm um Órgão (CRC), mas precisa de mais sintonia com a base.

E agora? Além do ingrato serviço de delator, quem é que vai remunerar o empresário contábil para executar os serviços de informante para o Governo? O próprio Governo, o nosso cliente ou teremos que, mais uma vez, assumir o prejuízo?

O prazo para a entrega da Declaração Negativa venceu no dia 31 de janeiro. Quem não observar a obrigatoriedade poderá ser penalizado pelo COAF com o apoio do CFC.

A classe contábil do Brasil é composta por mais de 300 mil profissionais e 80 mil empresas e se desejar se unir para lutar contra as aberrações propostas pelos nossos “representantes” terá uma força que certamente desconhece. Até onde vamos suportar?

Gilmar Duarte é palestrante, contador, diretor do Grupo Dygran, autor dos livros “Honorários Contábeis” e “Como ganhar dinheiro na prestação de serviços” e membro da Copsec do Sescap/PR.

Com esta obra o pequeno e médio empresário terá condições de compreender a importância da precificação correta para a sobrevivência de qualquer organização e comprovará que a mesma é menos complexa do que parece, sentindo-se motivado a implantá-la na sua empresa prestadora de serviços!Totalmente atualizada e com linguagem acessível!  Guia para implementação de cálculo do preço de serviços contábeis e correlatos. Escritórios contábeis e profissionais de contabilidade têm um dilema: quanto cobrar de seus clientes? Agora chega às suas mãos um guia prático, passo-a-passo, de como fazer este cálculo de forma adequada. Com linguagem acessível, a obra facilita ao profissional contábil determinar com máxima precisão o preço de seus serviços a clientes e potenciais clientes.Clique aqui para mais informações.

Gilmar-Duarte

Desventuras e Aventuras de um Contabilista

por Júlio César Zanluca – contabilista e coordenador dos sites Portal Tributário e Portal de Contabilidade

Exerço a profissão contábil há mais de 30 anos. E, nos últimos dias, concluí ainda não vi tudo, pois o descalabro que as autoridades nacionais tratam os contabilistas é aviltante. De forma repugnante, uma profissão tão digna é tratada coletivamente como escravos sem qualquer direitos.

Diariamente, despejam dezenas de resoluções, atos normativos, convênios e outras parafernálias, para serem assimilados “a galope” por nós, contabilistas, auditores, consultores, escrituradores fiscais e outros profissionais do ramo.

No final de 2015 e no início de 2016, foram dezenas de alterações súbitas, entre as quais as novas formas de cálculo do ICMS nas operações interestaduais, elevação de alíquotas de tributos federais, estaduais e municipais, além da criação de novas obrigações acessórias (como a declaração eletrônica para prestação de informações relativas ao ICMS devido por substituição tributária, recolhimento antecipado e diferencial de alíquotas). Como absorver isto em tempo recorde e ainda repassar estas informações aos empresários, nossos clientes?

Não bastassem as súbitas mudanças, observa-se a inadimplência cada vez maior da clientela. Sem dinheiro, as empresas deixam de pagar primeiramente os tributos, depois os fornecedores (incluindo os honorários contábeis), e finalmente, num colapso total, simplesmente caloteiam os assalariados. Claro que estes empregos vão todos para a China, para o Chile, para países mais amigáveis com o investimento produtivo.

As anuidades do CFC/CRC, taxas e outros mecanismos de arrecadação sobre a profissão são reajustados anualmente, independentemente de nosso poder aquisitivo. Enquanto milhares de contabilistas perderam o emprego e a renda em 2015, os órgãos “federais” esbaldam-se numa arrecadação certa e tranquila, garantida “por lei”…

Bom, nestes 30 anos convenci-me que não vi tudo. Mas poderia ser pior? Sinceramente, não sei. Na minha ideia, os planos econômicos, pacotes fiscais, desindexação, extinção da correção de balanço, PIS e COFINS não cumulativos, CPMF, taxas disso, daquilo, de outros e outras imbecibilidades dos governantes já haviam provado que a administração pública é notoriamente impiedosa com a nossa profissão.

Infelizmente, a imprensa nacional também nos solapa, atribuindo termos espúrios ao nosso trabalho, como “contabilidade criativa” – veja uma análise detalhada no artigo “Contabilidade Criativa?” de nosso colega Fernando Alves Martins em https://boletimcontabil.wordpress.com/2015/03/03/contabilidade-criativa/.

Só resta repudiarmos, em público, tão grave ofensa sucessiva àqueles que garantem ao empresário a aplicação das normas contábeis, tributárias, fiscais e previdenciárias, que sucumbem ao peso de um Estado verdadeiramente falido (financeira e ideologicamente) e clamar para que “algum dia”, os ditos “órgãos de representação de classe” finalmente tenham ânimo de exigir um tratamento mais digno a uma profissão solapada pela ânsia burocrática e arrecadatória dos governos federal, estaduais e municipais.

Contabilistas: protestem!