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Resultados da Pesquisa Nacional de Empresas Contábeis –PNEC – Parte Final

por Gilmar Duarte – via e-mail

Nas últimas semanas, nove artigos exploraram os resultados obtidos na Pesquisa Nacional de Empresas Contábeis (PNEC) de 2017.

Este apresenta o resultado sintetizado para colocar o ponto final na série de artigos da edição da PNEC deste ano, mas é inimaginável considerar esgotado tema tão complexo, especialmente pela grande transformação que todas as atividades estão tendo em função do exponencial avanço tecnológico, que também impacta significativamente os serviços de contabilidade.

No primeiro artigo da série foi abordada a amplitude da pesquisa e tempo da constituição das empresas e seus sócios, informações que podem ser acessadas em PNEC 2017 – Parte 1. 

A pesquisa atingiu 244 empresas de serviços de contabilidade em 22 estados, cuja distribuição foi a seguinte:

SP           29%

                PR          13%

                MG        11%

                RJ           10%

                RS             5%

                SC             5%

                CE             3%

                PE             3%

                BA            2%

                PA            2%

                MT           2%

                Outros    9% (AM, RO, AL, ES, GO, MA, PB, PI, MS, RR e SE)

Os estados do Rio Grande do Norte, Tocantins, Acre, Amapá e o Distrito Federal não foram atingidos pela PNEC, razão pela qual não estão contemplados nestes resultados.

Constituição das empresas contábeis

Na média, as empresas estão constituídas há 17 anos, sendo que 24% têm mais de 25 anos e 22% delas têm menos de cinco anos. A empresa mais antiga que participou da PNEC tem 52 anos.

Sócios

Na média, cada empresa é formada por 2,05 sócios, porém apenas 1,79 atuam no próprio negócio, ou seja, 27% dos sócios são apenas investidores. Uma das empresas é composta por 17 sócios.

            59% das empresas contam com sócios exclusivos, ou seja, não tem outra atividade.

            24% das empresas têm alguns dos sócios exercendo outra atividade.

            17% das empresas têm todos os sócios em outra atividade.

Empregados – série II – PNEC 2017 – Parte 2

Constatou-se empresas sem empregados e aquela com maior número conta com 432; no entanto, a média é de 12 empregados. A distribuição por quantidade de empregados ficou da seguinte forma:

                        5% não possuem empregados

                        49% possuem entre um e cinco empregados

                        21% possuem entre sei e 10 empregados

                        23% têm mais de 10 empregados

A pesquisa revelou que os empregados têm idade média de 30 anos; majoritariamente do sexo feminino (58%); a minoria, 45%, tem curso superior; o salário médio é de R$ 2.224,26 e o faturamento bruto por colaborador é de R$ 7.118,97.

Clientes – série III – PNEC 2017 – Parte 3

Esta série tratou do número médio de clientes por empresa (93) e honorários de R$ 1.142,22. Estas informações permitem concluir que o preço venal médio de cada empresa deve ficar na ordem de R$ 1 milhão.

O atraso médio nos recebimentos dos clientes foi de 18% de um mês de faturamento.

Faturamento atual comparado aos últimos 5 anos – série IV –PNEC 2017 – Parte 4

49% aumentou

            17% está igual

            28% caiu

            6% não sabe

Lucro líquido atual comparado aos últimos 5 anos

31% aumentou

                        22% está igual

                        39% caiu

                          8% não sabe

O lucro líquido médio ponderado foi de 20%

Há quanto tempo você contratou o Seguro de Responsabilidade Civil de Contador (SRCC)? – série V – PNEC 2017 – Parte 5

66% nunca contratou

              8% há um ano

              5% há dois anos

              2% há três anos

              4% há quatro anos

              8% há cinco anos

              7% há mais de cinco anos

Perguntamos aos que tem o SRCC: você já precisou acionar o seguro? 

80% nunca

                        15% sim e fui indenizado satisfatoriamente

                          5% sim, mas não fui indenizado

Enfoques da precificação – série VI – PNEC 2017 – Parte 6

Cada gestor escolheu livremente uma ou mais das opções relacionadas abaixo, portanto o somatório será maior que 100%. A múltipla escolha é natural, pois a formação do preço de venda dificilmente será embasada num só enfoque.

            41% Concorrência

            41% Custos

            19% Valor percebido pelo cliente

            16% Tabela

            10% Chute

            13% Outros métodos

Você conhece a Margem de Contribuição ou o Lucro Líquido por cliente? – série VII – PNEC 2017 – Parte 7

66% não, mas 48% deste grupo (32%) disseram que gostariam de saber.

            33% sim.

Quantos softwares você utiliza para prestar serviços aos clientes – série VIII –PNEC 2017 – Parte 8

Algumas empresas afirmaram não utilizar qualquer software, outras que adotam até 10, mas na média a resposta foi de 3,33 softwares. 

Você está satisfeito com os softwares que utiliza?

                        22% plenamente

                        67% satisfeito

                        10% insatisfeito

Você utiliza alguma ferramenta para medir o tempo? – série IX –PNEC 2017 – Parte 9

74% não, mas 42% deste grupo (31%) disseram que desejam implantar

            20% sim, há mais de seis meses

              6% sim, há menos de seis meses

Muitas dúvidas ainda permanecem sem respostas, mas entende-se que a PNEC foi um marco importante para ajudar no entendimento de como atuam as empresas contábeis no Brasil.

Gilmar Duarte é palestrante, contador, CEO do Grupo Dygran (indústria comércio do vestuário, software ERP e contabilidade), autor das obras “Honorários Contábeis” e “Como Ganhar Dinheiro na Prestação de Serviços” .

Com esta obra o pequeno e médio empresário terá condições de compreender a importância da precificação correta para a sobrevivência de qualquer organização e comprovará que a mesma é menos complexa do que parece, sentindo-se motivado a implantá-la na sua empresa prestadora de serviços!Totalmente atualizada e com linguagem acessível!  Guia para implementação de cálculo do preço de serviços contábeis e correlatos. Escritórios contábeis e profissionais de contabilidade têm um dilema: quanto cobrar de seus clientes? Agora chega às suas mãos um guia prático, passo-a-passo, de como fazer este cálculo de forma adequada. Com linguagem acessível, a obra facilita ao profissional contábil determinar com máxima precisão o preço de seus serviços a clientes e potenciais clientes.Clique aqui para mais informações.

Pesquisa sobre Obrigações Tributárias Acessórias

O CRCPR está apoiando uma pesquisa da Fenacon e do IBPT, cujo objetivo é mensurar a enorme quantidade de exigências do Fisco, a existência de solicitação de informações em duplicidade e o custo que isso representa para os escritórios de contabilidade e para as empresas.

Esse trabalho visa embasar um pedido de simplificação e racionalização da burocracia tributária em nosso país.

O tema “Obrigações Acessórias” é o mais recorrente junto à classe contábil, quando se trata de reclamações e críticas. Sua colaboração ao responder esta pesquisa é um passo importante na solução de muitos problemas da classe contábil.

Conto com a ajuda de todos vocês? O prazo para resposta é até dia 31/10!

Clique aqui e responda o questionário.

Como atender as diversas obrigações impostas às empresas. Mapeamento das exigências das legislações comercial e tributária. Atualização garantida por 12 meses! Clique aqui para mais informações.

Nós, Contadores, e a Salvação das Empresas Brasileiras

Sugestão: Pesquisa da mortalidade dos clientes das empresas contábeis 

A constituição e a mortalidade de empresas são tratadas friamente em pesquisas e estatísticas nem sempre muito confiáveis. Uma ferramenta capaz de mudar o cenário real e virar o jogo de uma vez por todas está muito perto do governo e dos contribuintes.

A empresa é o resultado do sonho de uma ou mais pessoas físicas que colocam suas aspirações em prática. O ideal, aos poucos, se transforma num conjunto de ações bem coordenadas e oferece trabalho para o sustento de muitas famílias. O contrário também pode acontecer: um pesadelo com profundas marcas que só o tempo conseguirá apagar.

É função do governo oferecer condições para o surgimento e o fortalecimento desses empreendimentos, pois as empresas são as maiores geradoras das riquezas de um país.

A publicação recorrente de pesquisas a respeito do crescimento do número de empresas constituídas e também das baixadas suscita grande desconfiança, especialmente por parte dos contadores, quanto à eficiência dos resultados apresentados. A título de exemplo citamos uma pesquisa do Sebrae-SP que, baseado em dados compreendidos entre 2000 e 2005 fornecidos pela Junta Comercial de São Paulo, concluiu que 27% das empresas encerram as atividades no primeiro ano e apenas 36% permanecem em atividade após o sexto ano.

Infelizmente, muitos “empreendedores” fazem uso de subterfúgios para deixar de honrar compromissos com terceiros, inclusive o governo. Empresas podem se transformar em duas, três ou mais apenas nos órgãos governamentais, quando, em realidade, trata-se de uma só. Também se baixam empresas sem que as atividades sejam encerradas. A pergunta que fica é: como obter dados estatísticos verdadeiros para criar ações de proteção e auxílio?

Num país em que os espertalhões enriquecem injustamente, a exemplo dos “anões do congresso”, “mensalão”, do ex-juiz trabalhista Nicolau dos Santos Neto e, mais recentemente, do doleiro Carlos Alberto Youssef, sobram péssimos exemplos para incentivar a nação a buscar meios de crescer de forma justa e ordeira. Alguns empresários reclamam dos administradores públicos, esquecendo-se das inúmeras vezes em que fazem uso dos mesmos expedientes. A punição aos corruptos/espertalhões deve alcançar todos os agentes, públicos e privados.

O projeto de Lei 113/2011, que está tramitando na Câmara dos Deputados, pretende implantar o não pagamento de tributos, nos primeiros quatro anos, para as micros e pequenas empresas incluídas no Simples Nacional. A intenção é permitir que estas empresas só contribuam com os cofres públicos quando começarem a obter lucro. A intenção é muito boa, mas os empresários dificilmente começarão a lucrar sem assessoria profissional. Ao final dos quatro anos baixarão a empresa e constituirão outra em nome de terceiros, engrossando os equivocados índices de abertura de encerramentos de empresas no Brasil e desperdiçando dinheiro público.

Segundo a pesquisa acima citada, 28% dos ex-proprietários das empresas que encerraram as atividades disseram que a salvação poderia ter sido um empréstimo bancário. Para 18% deles, uma consultoria empresária impediria o naufrágio.

O mercado dispõe de excelentes contadores capazes de assessorar estes empresários, mas estes, infelizmente, contratam o profissional mais barato, acreditando assim reduzir as despesas e crescer mais rapidamente. O governo deveria criar uma ferramenta para remunerar o contador que auxilia o empresário em sua gestão, pois certamente a nação ganhará muito mais do que simplesmente deixar de recolher tributos por quatro anos.

Esta orientação poderá contribuir com a veracidade das estatísticas. Os contadores, por sua vez, investirão sua experiência para ajudar o Brasil e ainda poderão fidelizar os clientes.

Gilmar Duarte da Silva é empresário contábil, palestrante e autor do livro “Honorários contábeis. Uma solução baseada no estudo do tempo aplicado” e membro da Copsec/Sescap/PR.

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