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Desabafo de um Bom Profissional da Contabilidade

Por Gilmar Duarte

Ao comentar na Pesquisa Nacional das Empresas Contábeis (PNEC) sobre a prática aviltante dos honorários contábeis, um empresário disse que “gostaria, sinceramente, de encontrar uma fórmula para esta questão”.

A  PNEC, que tem por finalidade conhecer como os empresários contábeis atuam para manter-se ativamente no mercado, especialmente neste tempo de crise acentuada, contou com riquíssimos comentários, alguns desesperados, mas muitos de profunda reflexão, desejosos e esperançosos em encontrar a famosa luz no fim do túnel.

Nesta semana trago o comentário anônimo de um profissional que demonstra já ter estudado bastante sobre o tema precificação, bem como atuado para encontrar uma solução para que a classe contábil, valorosa profissão que oferece muito para o sucesso de seus clientes, mas sabe que tem bagagem para oferecer muito mais e ser melhor remunerada.

Disse o empresário contábil: “em função do número elevado de rotinas e competição cada vez mais acirrada que enfrentamos com profissionais sem muita responsabilidade para com as obrigações, ficamos presos a honorários que não nos possibilitam melhorar nossas margens. Sei que no momento atual fica difícil adotar, utilizar uma tabela única para os serviços profissionais, porém seria importante maior união da classe, visando a prática e a ética na cobrança dos serviços prestados. Acredito que o maior entrave não seja os tomadores de serviços, mas os profissionais que não se valorizam. Gostaria, sinceramente, de encontrar uma fórmula para esta questão”.

A fórmula vem sendo sonhada há muito mais tempo do que imaginamos. Em 2012 participei do 23º Encontro das Empresas de Serviços Contábeis do Estado de São Paulo (EESCON) e tive a honra de conhecer o jovem empresário contábil Tikara Tanaami, na época com 93 anos (atualmente 98 e ainda na ativa). O sr. Tikara foi presidente do SESCON/SP por duas gestões e em 2012 fazia parte conselho fiscal. Contou-me que em 1961, no 7º Congresso Brasileiro de Contabilidade, realizado no Hotel Quitandinha, em Petrópolis (RJ), apresentou um trabalho chamado “Tabela de honorários profissionais”, com o objetivo de harmonizar as discrepâncias existentes.

Percebam que na década de 1960 já havia profissionais com dificuldades para definir os honorários contábeis justos (aquele que satisfaz o cliente, pague todos os custos e reste lucro).

Em 2012, no 1º Encontro das Empresas de Serviços do Paraná (ENESCOPAR), foi lançado o primeiro livro com o tema da precificação para os contadores: “Honorários Contábeis”.

Em 2015 aconteceu o 1º Fórum de Precificação dos Serviços Contábeis, em Curitiba, que contou com participação de 15 estados e a apresentação dos cases dos estados do Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Pará, São Paulo e Paraná, idealizador do evento.

A mobilização cresceu nos últimos anos, mas é necessário que mais pessoas sintam-se incomodadas e se prontifiquem a doar-se pela causa da classe, ou seja, a conscientização da necessidade de praticar preços com lucratividade.

Se você tem esta vontade, mas sente-se sozinho, envie e-mail para gilmarduarte@dygran.com.br. Juntos viabilizaremos uma nova ação. Poderemos criar um novo grupo de estudos de âmbito nacional, pois com as tecnologias atuais a comunicação tornou-se fácil.

Apenas lamentar o problema pouco contribuirá, mas fazer como o Sr. Tikara e o colega anônimo, acima citado, que incansavelmente buscam fórmulas para resolver a questão.

Persistir, assim como fez Thomas Edison (dizem que foram mais de mil tentativas até conseguir êxito para comercializar a lâmpada), deve ser o lema.

Gilmar Duarte é palestrante, contador, CEO do Grupo Dygran (indústria comércio do vestuário, software ERP e contabilidade), autor das obras “Honorários Contábeis” e “Como Ganhar Dinheiro na Prestação de Serviços” .

Com esta obra o pequeno e médio empresário terá condições de compreender a importância da precificação correta para a sobrevivência de qualquer organização e comprovará que a mesma é menos complexa do que parece, sentindo-se motivado a implantá-la na sua empresa prestadora de serviços!Totalmente atualizada e com linguagem acessível!  Guia para implementação de cálculo do preço de serviços contábeis e correlatos. Escritórios contábeis e profissionais de contabilidade têm um dilema: quanto cobrar de seus clientes? Agora chega às suas mãos um guia prático, passo-a-passo, de como fazer este cálculo de forma adequada. Com linguagem acessível, a obra facilita ao profissional contábil determinar com máxima precisão o preço de seus serviços a clientes e potenciais clientes.Clique aqui para mais informações.

PNEC – A História do Empresário Contábil Sendo Escrita por Você

(artigo enviado pelo autor em 22.12.2014)

Gilmar Duarte

Informações qualificadas e atualizadas sobre qualquer setor produtivo funcionam como um mapa a indicar os melhores caminhos a trilhar para alcançar plenamente os objetivos. Esta é a missão da Pesquisa Nacional das Empresas Contábeis – PNEC: revelar o universo contábil brasileiro aos profissionais da contabilidade. Ajude-nos a contar esta história.

Todo empresário necessita de informações precisas e confiáveis para gerir o seu negócio. Sabemos que há inúmeras informações para as empresas comerciais e industriais, mas pouquíssimas para as empresas de serviços. Infelizmente, este número é ainda menor para as empresas de contabilidade.

Se você está cansado, desmotivado, conformado com as dificuldades e prefere “trabalhar do jeito que dá” deve parar de ler agora este artigo, pois irá considerá-lo enfadonho. Mas se você faz parte do outro time, daqueles que procuram alternativas para ultrapassar quaisquer obstáculos, independentemente do tamanho ou do perigo, mesmo se for necessário construir o futuro, então continue a leitura. Ao final, se desejar, recomende aos colegas contabilistas.

Qual é o índice aceitável de inadimplência? Qual o lucro líquido médio? A empresa contábil média está constituída por quantos funcionários e qual é a idade deles? Qual é faturamento anual? Quantos clientes possui? Qual é o software mais utilizado? Qual é o salário médio? Quanto representam os gastos fixos? Quantas contrataram o seguro de responsabilidade civil e já precisaram utilizar?

A Pesquisa Nacional das Empresas Contábeis (PNEC) terá estas e muitas outras respostas. Sabemos que as possibilidades permitidas pela informação atualizada e qualificada são sempre benéficas às empresas, inclusive as comparações de desempenho. Conhecer os gargalos da nossa empresa em relação aos colegas permite a busca de auxílio para o aprimoramento e consequente maximização da lucratividade.

Convoco todas as entidades sindicais e associações da classe, as subseções do Conselho Regional de Contabilidade, as universidades e os colegas empresários contábeis a intensificar esforços na divulgação da 2ª edição da PNEC, a fim de atingirmos o objetivo de mil questionários respondidos. O link, que pode ser indicado a todos os empresários contabilistas, é http://goo.gl/WAcOSd.

Os que desejarem publicar o link da pesquisa em seu site poderão solicitar a logomarca pelo e-mail disponível no site gilmarduarte.com.br. Os resultados serão publicados em abril de 2015 e todas as entidades que contribuírem ativamente com a divulgação poderão receber os dados separadamente da sua região.

Ajude-me a escrever a história das empresas contábeis no Brasil.

Muito obrigado.

Gilmar Duarte é contador, diretor do Grupo Dygran, palestrante, autor do livro “Honorários Contábeis” e membro da Copsec do Sescap/PR.

Guia para implementação de cálculo do preço de serviços contábeis e correlatos. Escritórios contábeis e profissionais de contabilidade têm um dilema: quanto cobrar de seus clientes? Agora chega às suas mãos um guia prático, passo-a-passo, de como fazer este cálculo de forma adequada. Com linguagem acessível, a obra facilita ao profissional contábil determinar com máxima precisão o preço de seus serviços a clientes e potenciais clientes.Clique aqui para mais informações. Como Fixar Honorários Contábeis

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Siglas e Expressões que Fizeram (e Fazem) a História

Júlio César Zanluca

Para manter viva a memória histórica recente do Brasil, tentei decifrar exatamente o que significam (bem no fundo) algumas siglas e expressões. Espero, desta forma, ajudar os historiadores, daqui a 100 anos, a entender melhor o que aconteceu aqui neste paraíso político e social, onde corre um boato que povo diz estar “satisfeito” com os regentes máximos e democraticamente eleitos…

Nota: não coloquei em ordem alfabética pois “ordem e progresso” está em desuso…

PETROBRÁS – Grande Organização Extrativa Estatal Empresarial, cheia de recursos, antes próspera, em visível colapso financeiro, devido a “pequenas retiradas”, “maracutaias”, “compra e venda de Pasadenas” e outras “engenharias financeiras” praticadas pelos “Grandes Camaradas” no início do século XXI.

ONG – Organização Nunca de Graça. Grupo de camaradas reunidos “em prol da solidariedade” (dos próprios bolsos). Recebem polpudas verbas federais para os nobres fins a que se destinam: aplicar (para si próprio e para terceiros desconhecidos) os recursos intermináveis da grande nação Brasil.

MST – Movimento Salve o Terror. Você leu certo, é “Salve O Terror” e não “Salve DO Terror”. Precisa explicar mais?

CPMF – Contribuições Para os Maiores e Fortes. Espoliação financeira praticada até 2007, que consistia em tirar o dinheiro das classes assalariadas e transferi-lo, através de “engenharia financeira”, para determinados camaradas.

Jeca Tatu – sujeito que não sabe de nada, que não viu nada, que não pensa nada…

Índice de Popularidade – número irracional que teoricamente indica o nível de satisfação dos palhaços do circo com o presidente do sindicato da respectiva classe.

TF – Tá Feio.

PLM – Projeto de Lei da Mordaça. Grande ideia visando impedir a divulgação de fatos que sejam contra a versão oficial do governo (inclusive artigos como este…) – assim a felicidade de todos aumentará pelas lindas lendas que ouvem, o povo não precisará mais ler e terá mais tempo para assistir BBB (Big Bobeira Brasil*).

RGT – Rede Glaucoma de Televisão. Emissora de alcance nacional, com programas tipo BBB – que dizem ser de alto conteúdo intelectual e educativo. Só se for da inteligência dos macacos…

Camaradas – rede de amigos do dinheiro público, tem cargos importantes no governo e ajudam os mágicos a iludir a plateia. Como não fazem nada além de discursos e fotos, resolveram ocupar seu tempo útil inventando maneiras (e testando-as com sucesso) de enriquecerem através de “engenharia financeira”, onde o dinheiro é transferido (através da Petrobrás, dos Correios, ONGs e outros malabarismos) das contas públicas para as contas particulares deles.

“Companheiros e Companheiras” – expressão usada para “puxar a orelha” dos liderados em discursos fechados – mas em discursos públicos quer dizer “não preste atenção, só vou falar bobagens mesmo…”

DIRMA – Sucessora de um Grande Chefe, não se sabe se será santificada ou não…

Grandes Chefes: Chávez, Fidel e Lula (em ordem de auterego). Os três auto proclamaram-se “benfeitores da humanidade”. Segundo eles e os maiores bajuladores existentes na terra, promoveram a paz entre os povos e a democracia (Chávez), as liberdades políticas e de expressão (Fidel) e o combate à corrupção (Lula) em escalas sem precedentes verificadas neste planeta…

“Nunca antes na história deste país” – expressão usada por um dos Grandes Chefes para destacar o período áureo no Brasil, de 2003-2010, onde a luz brilhava para todos, o povo estava feliz (assistindo BBB), se pagavam poucos impostos (quase 100), não havia corrupção no governo e um grande número de “camaradas” foram alçados da pobreza para a riqueza, a toque de caixa (usando o dinheiro da generosa coletividade nacional).

Grande Camarada – pessoa de alto nível de influência, amiga das que mandam num determinado país. É mais que camarada, é realmente da “elite política”, têm o poder de mandar, desmandar e intimidar. Passam o tempo fazendo discursos, bajulando os Grande Chefes, defendendo os demais camaradas dos injustos ataques da imprensa e inventando reuniões e comissões. Quando não há nada mais para fazer tomam um jato e vão para a Europa passear, fazer compras, entre outras coisas importantes.

Santa Inquisição – tribunal que julga as ideias e pensamentos das pessoas, retornou do passado para assombrar os brasileiros do século XXI, através do PLM. Uma de suas primeiras vítimas foi Boris Casoy, sumariamente condenado por falar a verdade, somente a verdade. O objetivo do tribunal é extirpar os “impuros”: qualquer um que ouse pensar ou expressar algo contra a fé genuína e pura instalada pelos Grandes Camaradas.

BOLA – Bolsa-Esmola – grande ideia para engabelar um povo. Consiste em dar esmolas como se benefícios fossem, vendendo a imagem que o governo é muito competente, amigo e simpático, se importa com os pobres, etc. Quem falar contra este sistema será apedrejado, por cometer o crime de ser “burguês”, “capitalista”, “herege” entre outros pejorativos. É a santa fé do Brasil atual, absolutamente intocável, indiscutível.

CPMF2014 – Copa do Mundo de Futebol 2014 – arena instalada para entretenimento do povo, que já está se cansando do BBB e de outros espetáculos chatos. Não importa o custo: grandes “coliseus” foram erguidos com dinheiro público (que anda sobrando com os recordes de arrecadação de impostos) – tudo, é claro, superfaturado. O objetivo é que todos pensem nas emoções das grandes e mirabolantes jogadas, esquecendo-se inteiramente das realidades atuais. Afinal, o que importa é ter o povo contente (“pão e circo”: BOLA + CPMF2014) não é mesmo?

Mensalão – espécie de Bolsa Família, onde os “Grandes Camaradas” compravam palhaços de circo para estes dançarem conforme sua música. Dizem que nunca existiu, que é invenção da imprensa e de um tal Jefferson nos idos anos 2005, visando denegrir a imagem de um dos Grandes Chefes. Afinal, daqui a 100 anos, talvez, alguém vai descobrir os verdadeiros fatos e desvendar os mistérios das relações entre os palhaços, os Grandes Camaradas e os Jecas Tatus. Mas houve um tal de Joaquim Barbosa que se recusou a ser um Jeca Tatu e acabou com o “espetáculo”.

SF – Sanatório Federal. Lugar onde 81 representantes tribais (apelidados “senadores”) se reúnem, para fumar, bajular e aprovar (nem todos) as ideias dos Grandes Chefes e dividir as verbas que restaram. Nota: as reuniões ocorrem 2 ou 3 vezes por semana em Brasília, exceto nas férias, nos recessos, nos feriados e em outras ocasiões frequentes, como carnaval e dia de padroeiros. Nota 2: os representantes das tribos recebem polpudas quantias para desempenharem suas nobres funções, além de outros benefícios secretos que talvez alguns historiadores do futuro venham descobrir com maior exatidão…

CF – Comédia Federal. Espécie de circo nacional, com apresentações somente em Brasília. Tem 513 artistas (apelidados “deputados”) que, bem pagos, tratam de apresentar de forma divertida coisas úteis para a nação, como “o Dia da Linguiça”, “homenagem ao Chávez” (da TV, é claro) e outros assuntos populares. Circula um boato que é o circo mais caro do mundo, custa bilhões de reais por ano, pagos pela generosa nação Brasil. Localiza-se no mesmo prédio onde está o SF.

CSS – Confisco dos Salários e Soldos. Variante da CPMF, que, segundo alguns, irá recuperar a saúde (dos bolsos dos “camaradas”).

PMDB – Povo Mobilizado para os Direitos dos Brasilianistas. Grupo de elite (apesar de se intitularem “do povo”) cujo principal objetivo é conseguir cargos no governo, em troca de qualquer coisa, inclusive de suas convicções. Circulam em Brasília.

PSDB – Pessoas Saudáveis Doutores de Bacanas. Gente de alto nível (financeiro), gostam de juros altos e de inventar formas novas formas de impostos (como a CPMF). Estão desesperados para voltar ao poder. Segundo fofocas, são de oposição (a quem?).

DEM – Danados, Errantes e Mancos. Sigla em extinção. Não tenho como explicá-la, que o façam outros historiadores mais sábios e ilustres…

PT – Peritos Tributadores. Classe social emergente, nobre, cheia de camaradas, Grandes Camaradas e assemelhados. Surgiram da evolução da sanguessuga direto para o Brasil – sem qualquer estágio intermediário. Amam criar tributos e insultar quem não pensa como eles, pois se arrogam donos da verdade, juram nunca terem mentido a ninguém… A riqueza, prosperidade e nobreza desta classe advém de cargos oficiais e da majestosa distribuição de recursos tirados dos tributos pagos por todas as demais classes sociais inferiores…

“Comissão da Verdade” – comissão criada para “apurar a verdade, somente a verdade”. Mas esqueceram de incluir na pauta a verdade sobre a Petrobrás, as ONGS, o Correio, o Mensalão, o MST …

Precisa mais?

Reprodução deste artigo é permitida e aconselhável.

* sugestão do significado da sigla BBB dada por Ricardo via e-mail. Obrigado, Ricardo!