Tag: Gestão Contábil

Resultados da Pesquisa Nacional de Empresas Contábeis – PNEC – Parte VIII

por Gilmar Duarte – via e-mail

Quantos softwares são necessários para a sua empresa contábil prestar serviços aos seus clientes e qual é o grau de satisfação em relação a estas ferramentas?

Os setes artigos que precedem esta série, frutos da Pesquisa Nacional de Empresas Contábeis (PNEC) 2017, podem ser acessados e lidos nos seguintes links:

Resultados da Pesquisa Nacional de Empresas Contábeis – PNEC – Parte I
Resultados da Pesquisa Nacional de Empresas Contábeis – PNEC – Parte II (Empregados)
Resultados da Pesquisa Nacional de Empresas Contábeis – PNEC – Parte III
Resultados da Pesquisa Nacional de Empresas Contábeis – PNEC – Parte IV
Resultados da Pesquisa Nacional de Empresas Contábeis – PNEC – Parte V
Resultados da Pesquisa Nacional de Empresas Contábeis – PNEC – Parte VI
Resultados da Pesquisa Nacional de Empresas Contábeis – PNEC – Parte VII

Há serviços exequíveis sem que o empregado esteja diretamente ligado a um computador, tais como: limpeza, canteiros de obras, costura etc., mas mesmo nestas atividades o computador já começa a ser exigido.

Em muitas outras é comum cada empregado ter um computador com vários softwares instalados, pois esta é a tendência do presente, não do futuro.

No passado não muito longínquo era factível prestar serviços de contabilidade somente com a máquina de escrever (sem memória), na qual era introduzido papel especial e com a utilização da gelatina transferia-se a escrituração para o livro diário.

As demonstrações financeiras eram montadas pelo contador ou seu auxiliar simplesmente copiando os saldos das contas razão.

Para atender ao Fisco eram disponibilizados impressos padronizados para ser preenchidos manualmente ou com a máquina de escrever. Certamente o volume de informações disponibilizadas aos clientes e ao Fisco era muito menor, quando comparado com a atualidade.

A partir da década de 1990 os computadores invadiram o mercado e permitiram a execução dos serviços com extrema velocidade e quase sem erro.

São inúmeros softwares disponíveis com a finalidade de facilitar e agilizar as tarefas. No entanto, na maioria das vezes, os softwares não se comunicam entre si e obrigam o usuário a redigitar dados para obter informações para analisar ou apresentar a terceiros. Normalmente são utilizadas outras ferramentas, muitas vezes planilhas eletrônicas, para preparar o relatório final.

O mundo mudou. A realidade da prestação do serviço depois de 20 anos é completamente desigual na maioria das atividades, o que não poupa os serviços de contabilidade. Talvez não seja exagero afirmar que a contabilidade está entre as atividades que recebeu maior impacto das novas tecnologias.

Foi perguntado aos empresários na PNEC: “quantos softwares pagos a sua empresa contábil necessita para desenvolver todos os serviços que presta aos clientes?”

Para não restar dúvidas do que se deseja descobrir, foi adicionada a seguinte observação: “Considere apenas os softwares necessários para executar os serviços para os clientes. Portanto desconsidere os softwares genéricos tais como Microsoft Office, antivírus, monitoramento de alarme e imagens.”

Dois empresários responderam que não utilizam nenhum software, situação que parece ser impossível para os dias de hoje.

De outro lado foram registradas três empresas que afirmaram ser necessários dez softwares para executar todos os serviços aos clientes. Imaginem o grau de complexidade para integrá-los, ou seja, para que estes programas se conversem e disponibilizem as informações para análise.

Provavelmente isso não acontece, exigindo o retrabalho humano, processo mais oneroso em relação ao tempo e aos custos. Se todas as informações pudessem ser colocadas num só banco de dados ou num só programa o tempo exigido seria muito menor e os serviços seriam comercializados por preços inferiores, mas sem esquecer da lucratividade.

Foram analisados os dois extremos, que foi de zero a dez, mas na média as empresas de prestação de serviços contábeis, de acordo com a PNEC deste ano, necessitam de 3,3 softwares pagos para prestar serviços.

Ao serem indagados sobre o grau de satisfação em relação ao desempenho dos softwares que utilizam, responderam:

                        22% estão plenamente satisfeitos;

                        67% estão satisfeitos e

                          6% insatisfeitos.

Fundamentado nas respostas em relação ao grau de satisfação são possíveis três afirmações:

  • Os empresários contábeis estão bem servidos com relação aos softwares!
  • Os empresários contábeis não se envolvem nas tarefas diárias e nem ouvem seus colaboradores para medir a eficiência das ferramentas que utilizam!
  • Os empresários contábeis desconhecem o que é possível extrair das tecnologias disponíveis!

Pense nisso! Esquente a cabeça para pensar e não para executar rotinas massacrantes, pois estas os computadores fazem com enorme velocidade e “de boa.”

Gilmar Duarte é palestrante, contador, CEO do Grupo Dygran (indústria comércio do vestuário, software ERP e contabilidade), autor das obras “Honorários Contábeis” e “Como Ganhar Dinheiro na Prestação de Serviços” .

Com esta obra o pequeno e médio empresário terá condições de compreender a importância da precificação correta para a sobrevivência de qualquer organização e comprovará que a mesma é menos complexa do que parece, sentindo-se motivado a implantá-la na sua empresa prestadora de serviços!Totalmente atualizada e com linguagem acessível!  Guia para implementação de cálculo do preço de serviços contábeis e correlatos. Escritórios contábeis e profissionais de contabilidade têm um dilema: quanto cobrar de seus clientes? Agora chega às suas mãos um guia prático, passo-a-passo, de como fazer este cálculo de forma adequada. Com linguagem acessível, a obra facilita ao profissional contábil determinar com máxima precisão o preço de seus serviços a clientes e potenciais clientes.Clique aqui para mais informações.

Como Anda a Minha Empresa Contábil?

por Gilmar Duarte

Conhecer os pontos fortes e fracos do nosso negócio é fundamental. Uma forma prática e simples de iniciar este processo talvez seja apurar os índices econômicos e financeiros.

Como seria pilotar uma aeronave a quilômetros de altura, em grande velocidade, com centenas de pessoas a bordo, somente pelo contato visual, sem instrumentos?

Sem dúvida, por demais arriscado, mesmo em pleno verão e em céu de brigadeiro, sem nuvens e com o sol brilhando. Os diversos instrumentos garantem a segurança do voo.

O voo de uma empresa será menos importante do que o de uma aeronave? Pessoas poderão morrer se o avião cair, da mesma forma que a empresa que cai (quebra), deixando grande quantidade de trabalhadores morta ou deficiente.

Desempregados que não conseguem recolocação têm o casamento abalado, filhos inseguros e, com o passar do tempo, eles mesmos sentem-se incapazes, por vezes necessitando de apoio de profissionais da saúde mental. Será isto um exagero? Com certeza não!

Assim como para o voo são necessárias diversas informações de velocidade (VI, VA e velocidade de solo), Vertical Speed Indicator, GPS, ADF, VOR etc., também a empresa precisa de informações que garantam maior segurança em seu voo.

Por meio da contabilidade o empresário acessa demonstrações financeiras, ricos relatórios que geram informações valiosas para conhecer melhor o terreno que está sobrevoando.

Mas hoje não quero detalhar a importância das demonstrações financeiras (balanço patrimonial, demonstração do resultado, demonstrações dos lucros e prejuízos, demonstrações do fluxo de caixa etc.) e relatórios complementares, mas os índices que podem ser extraídos deles e que, se apurados rotineiramente, permitem ao empresário compreender o seu negócio.

As empresas contábeis podem adequar os índices para o seu próprio negócio. Quando comparados com a média das empresas, esses índices permitem confirmar se o caminho trilhado está certo.

Infelizmente há poucas pesquisas para a comparação, mas é preciso incentivar as entidades sindicais que as representam a levantar tais informações.

Mesmo que não consigamos informações para comparar nossas empresas com o mercado podemos compará-las com meses e anos diferentes para saber se está havendo crescimento.

Seguem alguns indicadores que contribuirão enormemente para que o voo dos empresários contábeis seja tão seguro quanto o das inúmeras aeronaves que riscam diariamente o céu do Brasil.

Abaixo, uma breve explicação de cada um deles, detalhados com precisão no meu livro “Como Ganhar Dinheiro na Prestação de Serviços.”

  • Índice de Custos Total Colaboradores

Custo total do colaborador / Faturamento

  • Horas Média Vendidas por Colaborador

Total de horas vendidas / Número colaboradores

  • Faturamento por Colaborador

Faturamento / Número de colaboradores

  • Encargo Social e Trabalhista

Somatório dos índices incidentes sobre o salário básico

  • Índice de Serviços Eventuais

Faturamento eventual / Faturamento dos serviços rotineiros

  • Índice de Gastos Fixos Indiretos

Gastos fixos indiretos / Faturamento total

  • Lucro Líquido Efetivo

Lucro líquido apurado / Faturamento

 Provavelmente você deseja saber qual é a média do mercado para então comprar e saber como está a sua empresa.

Infelizmente, como escrevi acima, estas informações são pouco realizadas e divulgadas, mas, ao menos uma pesquisa está disponível no link goo.gl/D1PnRX.

Como anda a minha empresa? Respostas embasadas em relatórios confiáveis e transformadas em índices constantes (mensal) facilitarão sua compreensão sobre o seu próprio negócio!

Gilmar Duarte é contador, diretor do Grupo Dygran, palestrante, autor dos livros “Honorários Contábeis” e “Como ganhar dinheiro na prestação de serviços” e membro da Copsec do Sescap/PR.

Com esta obra o pequeno e médio empresário terá condições de compreender a importância da precificação correta para a sobrevivência de qualquer organização e comprovará que a mesma é menos complexa do que parece, sentindo-se motivado a implantá-la na sua empresa prestadora de serviços!Totalmente atualizada e com linguagem acessível!  Guia para implementação de cálculo do preço de serviços contábeis e correlatos. Escritórios contábeis e profissionais de contabilidade têm um dilema: quanto cobrar de seus clientes? Agora chega às suas mãos um guia prático, passo-a-passo, de como fazer este cálculo de forma adequada. Com linguagem acessível, a obra facilita ao profissional contábil determinar com máxima precisão o preço de seus serviços a clientes e potenciais clientes.Clique aqui para mais informações.

Como Calcular o Custo de Mão de Obra nos Serviços Contábeis

Por Gilmar Duarte

Obter maior rendimento da mão de obra é possível, mas demanda contas e comparações. Verifique quais são os clientes que exigem mais tempo e descubra os reais motivos para que isto aconteça.

Nas empresas prestadoras de serviços, o custo com a mão de obra é geralmente aquele que mais representa em relação ao faturamento. Segundo a Pesquisa Nacional das Empresas Contábeis (PNEC), o índice é de 45,23%, sem considerar o pró-labore dos sócios.

Índice tão expressivo naturalmente exige muita atenção dos gestores, pois ações acertadas gerarão custos menores e contribuirão para facilitar a penetração da empresa no mercado ou a própria lucratividade.

Para saber como a empresa está posicionada em relação aos custos com a mão de obra primeiramente deve-se totalizar todos os custos diretos com a mão de obra dos colaboradores (salários, benefícios, encargos sociais e trabalhistas etc.) e dividir pelo faturamento bruto. Depois, comparar com as pesquisas disponíveis.

A outra conta importante a ser feita é o balanceamento da mão de obra, ou seja, conhecer as horas disponíveis que a empresa possui para vender e aquelas efetivamente vendidas. De posse destas informações é possível fazer o balanceamento e saber se há ociosidade ou excedente de horas vendidas.

Para conhecer o tempo disponível calcule as horas médias que cada colaborador consegue efetivamente produzir. Por exemplo: na empresa que possui 10 colaboradores apurou-se que cada um produz 140 horas por mês, então são 1.400 horas para vender mensalmente.

Agora só falta descobrir quantas horas a empresa efetivamente já vendeu. Para fazer esta conta de forma bastante rápida tome o faturamento mensal e divida pelo preço de venda da hora trabalhada. (Se ainda não calculou a valor da hora sugiro que acesse www.gilmarduarte.com.br/2014/02/voce-conhece-o-preco-da-hora-trabalhada.html). Imagine que a empresa prestadora de serviços de contabilidade possui faturamento mensal de R$ 70 mil com base nos contratos (honorários fixos), e que o valor da hora vendida é de R$ 60,00. Então divida R$ 70.000,00 por R$ 60,00 e encontrará 1.167, que é o número de horas vendidas.

Ao deduzir as horas vendidas (1.167) das horas disponíveis (1.400) encontra-se a diferença de 233 horas, ou seja, 17%. Estas 233 horas podem ter as seguintes interpretações:

  • Ociosidade – há tempo disponível que poderá ser ocupado com a contratação de novos clientes;
  • Serviços acessórios – há tempo disponível, mas o mesmo é ocupado com serviços acessórios aos próprios clientes, tais como constituição e alteração de sociedades, elaboração de contratos, consultoria etc. Estes serviços são faturados aos clientes e normalmente o valor da hora é maior.
  • Ocupação desordenada do tempo – as tarefas são mal planejadas e acompanhadas, exigindo muito mais tempo para ser desenvolvidas.
  • Tempo excessivo – alguns clientes exigem muito tempo para executar todas as tarefas contratadas, o que sugere a renegociação do honorário (vender mais horas).

A partir do balanceamento deve-se buscar a redução máxima do tempo aplicado para executar cada tarefa, obtendo assim maior lucratividade ou preços mais competitivos.

Gilmar Duarte é contador, diretor do Grupo Dygran, palestrante, autor dos livros “Honorários Contábeis” e “Como ganhar dinheiro na prestação de serviços” e membro da Copsec do Sescap/PR.

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Contabilidade como Ferramenta de Gestão Tributária

O lucro real para algumas empresas é obrigatório e para as outras que não estão obrigadas pela referida tributação pode representar economia de tributos.

O ideal é que a empresa, quando dentro dos limites legais de faturamento e atividade, faça análise do regime de tributação mais econômico (lucro real, presumido ou simples nacional).

Esta análise deve ser baseada em balancetes confiáveis, atualizados, bem como projeções de faturamento, custos e despesas para o exercício seguinte (orçamento empresarial).

A opção pelo lucro real pressupõe contabilidade em dia, conciliada e com composição de saldo das contas.

Para optar pelo lucro real a empresa deverá manter sua escrita contábil em dia e conciliada, não basta apenas que a documentação esteja lançada na contabilidade, mas que os saldos das contas contábeis estejam conferidos e conciliados de forma que o setor contábil tenha a composição dos saldos constantes no balanço contábil.

Outro detalhe é a observância estrita do regime de competência contábil.

O Princípio da Competência determina que os efeitos das transações e outros eventos sejam reconhecidos nos períodos a que se referem, independentemente do recebimento ou pagamento. Isto pressupõe a simultaneidade da confrontação de receitas e de despesas correlatas (artigo 9º e parágrafo único da Resolução CFC 750/1993).

Para fins de gerenciamento tributário é essencial acompanhar, mês a mês, a situação do resultado tributável e sua projeção até o final do ano.

Essa análise propiciará ao Contabilista, dentro o período-calendário, tomar providências reduzir o pagamento do IRPJ e da CSSL, porém se não efetuar o acompanhamento, após o término do ano, restarão poucas alternativas visando economia tributária.

Uma análise detalhada no fechamento dos balancetes mensais e no balanço anual propiciará economia de IRPJ e CSSL para empresa, pois cada lançamento contábil tem uma consequência tributária a favor ou contra a empresa.

O fisco não aceita a dedutibilidade das provisões por serem consideradas incertas, são gastos prováveis, mas não podem ser corretamente mensurados na data do balanço, dependem de eventos futuros, tais como: sua realização (venda), cotação do Dólar, da Bolsa de Valores, etc.

Outros itens a serem analisados com a detida atenção:

– Critérios de avaliação dos estoques (inventário).

Créditos incobráveis.

Juros e variações monetárias dos empréstimos contraídos junto a instituições financeiras.

Conciliações de contas movimento bancárias e aplicações financeiras.

– Conta fornecedores.

Exemplos de erros que levam a pagar IRPJ e CSLL a maior, na modalidade do lucro real:

– Notas fiscais de despesas, acertos de viagens funcionários e sócios com data de novembro/dezembro do ano anterior e pagas ou apresentadas em janeiro/fevereiro do ano seguinte;

– Água, luz, telefone referente competência dezembro e pagas em janeiro do ano seguinte;

– Pagamento de despesas de dezembro com cheques compensados apenas em janeiro;

– Juros e Encargos financeiros da conta corrente e conta garantida, bem como despesas bancárias  relativos a dezembro e debitados em janeiro do ano seguinte;

– IOF cobrado sobre empréstimos e financiamentos “rateados” (trata-se de uma despesa imediata, na ocorrência do fato gerador);

– Outras despesas referentes aos meses de dezembro e novembro (ou mesmo de meses anteriores), pagas somente no ano seguinte, contabilizando-as no mês de sua competência.

Conheça mais técnicas e explanações do uso da contabilidade como ferramenta de gestão tributária na obra:

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Lidando com as Dificuldades de Obter uma Boa Contabilidade em Pequenas e Médias Empresas

Por Júlio César Zanluca – contabilista e coordenador do site Portal de Contabilidade

Quem lida com contabilidade de pequenas e médias empresas conhece bem os desafios de se manter a qualidade na escrituração.

As dificuldades mais constantes são:

– A contabilidade é apenas vista para apuração de impostos.

– Existência de “Caixa 2” (receitas e despesas sem comprovação).

– Falta de extratos bancários e informações sobre os respectivos lançamentos.

– Falta de informações para conciliações em duplicatas a receber, adiantamentos e fornecedores.

– Atraso na entrega de documentos, ou documentação entregue com má qualidade informativa, inidônea ou inexistente.

O que fazer nestes casos?

A rigor, não existe “caso perdido”, pois a gestão de documentos e informações deriva da boa comunicação entre o contabilista e o usuário (cliente). No caso do cliente que apenas vislumbra a contabilidade como destinada à apuração de impostos, recomendo trazer informações gerenciais, indicando áreas onde, possivelmente, possa se aperfeiçoar a gestão empresarial.

No caso do “caixa 2″, lembro-me da minha experiência como consultor empresarial: não se muda a cultura de uma empresa a curto prazo (paradigma: “se não tivermos caixa 2 não sobreviveremos no mercado…”), é preciso orientar o cliente (sobre os aspectos legais, patrimoniais e financeiros envolvidos, como risco da perda de controle) e interagir de forma a motivar ações substitutas (como planejamento tributário ativo) visando eliminar tal prática nociva no dia-a-dia e na cultura empresarial.

Pergunte (e tente responder ao cliente, baseado apenas em informações contábeis):

– Qual foi a evolução das suas receitas, ano a ano?

– Idem, o resultado por atividade (não apenas o resultado geral, mas por linha de produtos, serviços, etc.)?

– Idem, custos fixos e variáveis.

– Idem, tributação.

– Qual a produtividade por funcionário (incluindo terceirizados)?

– Houve alguma redução tributária baseada em planejamento fiscal? Quando? Quanto?

– A geração de riqueza (DVA) evidencia melhoria nos índices relativos a participação dos trabalhadores ou a gestão de RH tem se conformado com a simples administração burocrática?

– Juros, encargos financeiros e outros itens estão evoluindo mais que a receita? Quanto? Porque?

No caso de documentação, é evidente que um treinamento ou palestra interna, além do aperfeiçoamento na interação entre o contabilista e o cliente, podem resultar em melhorias sensíveis.

Mas não é meu objetivo, nesta breve postagem, indicar todos os caminhos possíveis para melhoria na qualidade da informação contábil, mas vislumbrar alternativas simples e regulares, que poderão trazer benefícios a ambos – contabilista e cliente, o primeiro, pelo melhor reconhecimento do seu trabalho, e, ao segundo, uma melhor gestão de seus dados gerenciais.

Escolha um ou mais de seus usuários/clientes, e comece a interagir com eles. É plantando que se colhe!

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Contabilidade em Dia ou Contabilidade Apressada?

por Júlio César Zanluca – contabilista e coordenador do Portal de Contabilidade

Alguns gestores financeiros, com razão, exigem que a contabilidade esteja em dia, para a tomada de decisões gerenciais.

Por contabilidade em dia entende-se uma contabilidade com as seguintes características:

– balancetes mensais fechados até, no máximo, dia 20 do mês subsequente;

– contas contábeis devidamente conciliadas;

– complementação de informações com notas explicativas;

– registro pelo regime de competência, incluindo provisão de férias, 13º salário, contas a pagar no mês seguinte (mas devidas ou consumidas no mês), tributos (incluindo IRPJ e CSLL), apropriação de despesas (e receitas) financeiras, etc.

Como consultor de empresas, em minha atividade anterior à que hoje desempenho, constatei que a “contabilidade em dia” se transformava em “contabilidade apressada”, onde tudo era feito mecanicamente e sem a devida atenção a determinadas contas, gerando distorções gritantes na demonstração do resultado e na apresentação das contas patrimoniais.

A grande deficiência da “contabilidade apressada” são os inúmeros documentos contábeis, fiscais e registros que deveriam ser contabilizados no mês (como, por exemplo, fretes sobre vendas) e o são somente por ocasião do pagamento (ocasionando o que chamamos de “regime de caixa”).

Os gestores contábeis precisam certificar-se que, no afã de cumprir prazos e metas, não deixem a qualidade da informação contábil de lado. Os erros mais comuns da “contabilidade apressada” são:

– omissão de registros de despesas e custos (como encargos financeiros, contas a pagar e comissões sobre vendas);

– má conciliação das contas (especialmente conta de clientes e fornecedores);

– registros “transitórios”, com a existência de contas absurdas, como “créditos a classificar”, “adiantamento diversos”, etc.

– falhas nos relatórios de provisão de férias, 13º salário, cálculos da remuneração de administradores, participações nos resultados e outras.

Se o fluxo de documentos e informações da empresa ou organização é falho, resta ao contabilista propor alterações para sua agilização, fazendo, se for o caso, a devida ressalva no balancete – afinal, alertar a administração das falhas de controle é uma das tarefas que nós, contabilistas, podemos e devemos executar.

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Auditoria Contábil: Uma Ferramenta para Prevenção e Correção Patrimonial

Júlio César Zanluca – contabilista e coordenador do Portal de Contabilidade

Como está sua empresa? Vai bem ou vai mal?

Para obtermos esta resposta, de forma objetiva, é evidente que precisaremos recorrer à contabilidade, mas não a qualquer contabilidade, e sim, aquela que atenda aos requisitos legais, societários e fiscais (“contabilidade idônea”).

Navegar às cegas é evidentemente uma loucura. Gerir uma empresa, mesmo que seja um pequeno negócio, sem avaliar periodicamente seu patrimônio (“perdas e ganhos”) é simplesmente ir em direção a um precipício fatal.

Milhões de empresas no Brasil estão em dificuldades financeiras, e pouco sabem o que fazer (além de “vender mais”) para sair do “buraco”.

O contabilista é essencial na recuperação de uma empresa, bem como como consultor óbvio daquelas que já estão equilibradas e com lucro, pois pode trazer informações essenciais à navegação no ambiente mais hostil deste planeta: o sistema de mercado.

Entretanto, pode ocorrer que as informações contábeis sejam insuficientes, incorretas ou ainda conterem parâmetros inadequados sob a ótica legal, fiscal e societária. Ajustes precisam ser feitos, de forma regular, consistente, contínua.

Uma boa técnica é prover, periodicamente, uma auditoria nas demonstrações contábeis e na própria escrituração. A auditoria contábil tende a trazer à tona elementos para correção, ajustes e orientar o empreendedor quanto a controles (estoques, contas a receber e a pagar, etc.). Muito dos prejuízos que uma empresa suporta vem de si próprio, quando não mantém controles eficazes sobre seu patrimônio, estando sujeita a fraudes, furtos e desvios de seu patrimônio por ação de prepostos.

A auditoria contábil nada mais é que um conjunto de procedimentos, técnicas e meios para certificar-se da correção dos itens registrados na contabilidade. Se bem executada, poderá trazer a lume relevantes informações, ajudando os administradores a navegar em direção ao lucro e à boa gestão empresarial.

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Escolher o Contador mais Barato é a Melhor Opção?

É natural que o cliente deseje pagar o menor valor possível pelos produtos e serviços. Mas quando os benefícios e valores de um atendimento profissional são claramente demonstrados, somente o consumidor despreparado continua focado apenas no preço.

Os gastos devem estar dentro do orçamento familiar ou empresarial para não causar desequilíbrio na balança interna de pagamentos, razão pela qual sempre se procura buscar bons produtos e serviços com preços acessíveis. Quando a qualidade não é importante foca-se nos mais baratos. Um exemplo bastante claro disso são os exames admissionais de funcionários. Sabe-se que praticamente nada é examinado, mas a empresa necessita do papel que informa a realização do dito exame antes da contratação que na maioria das vezes faz-se pelo menor preço.

No entanto fique atento, pois há inúmeros casos em que o “barato sai caro” e só é percebido quando já é tarde demais.

Todo consumidor adota um critério de valores para decidir quais produtos e serviços deseja adquirir. Proponho um pequeno teste para você refletir em quais casos dá maior peso, se para o preço ou a qualidade do serviço ou produto:

  • Médico
  • Advogado
  • Restaurante
  • Brinquedo para o seu filho
  • Óculos de sol
  • Tênis para praticar esporte
  • Mecânico
  • Bolsa (para as mulheres)
  • Contador

 Se você respondeu que pode optar pelo mais barato dependendo da situação, tudo bem.

Por exemplo, um check-up de rotina não precisa ser feito com um especialista, mas com qualquer médico. Mas se tratar-se de um câncer e houver condições financeiras, certamente a opção será pelo melhor médico do mundo no assunto. Trata-se, como já dito, de critério de valores.

O almoço rotineiro durante a semana pode ser em qualquer restaurante, desde que sirva um alimento básico, bem temperado e com boa higiene. Mas, mas se for uma data especial, como o aniversário de alguém muito amado por você, a exigência será por um restaurante que expresse tudo o que você quer dizer e sirva uma refeição inesquecível.

Se você dá valor à saúde e pratica esportes, provavelmente possui um tênis confortável e seguro, que reduza o impacto para exigir menos das articulações do joelho. Quem não dá tanto valor para a saúde ou desconhece a importância de praticar esportes poderá calçar qualquer tênis, inclusive os mais baratos.

Nesta semana estava numa ótica quando entrou um senhor e solicitou óculos de sol, pois havia passado por uma cirurgia nos olhos. Logo lhe foram apresentados diversos modelos, de qualidade e preço também distintos. Ao ser mostrado um dos mais baratos ele descartou imediatamente, comentando que havia comprado semelhante no Paraguai e quando estava passando a ponte sentiu tonturas, descartando o produto lá mesmo. “Quero um óculos de verdade”, disse ele. Este cliente sabe o que é importante, dá valor ao custo benefício, ao valor, enfim sabe o que um bom produto pode oferecer.

Ao selecionar um contador devemos estar cientes da importância dos seus serviços. Saber, por exemplo, que ele auxiliará na escolha do melhor regime para reduzir a carga tributária, fará a contabilidade e todos os livros necessários, processará a folha de pagamento com os tributos corretos, prestará todas as obrigações acessórias aos órgãos governamentais, fornecerá diversas orientações legais etc.

Isso é tudo? Claro que não. É apenas o básico que todos os contadores deveriam fazer, mas que alguns desprezam para oferecer preço menor e conquistar o cliente. Há muitos profissionais da contabilidade que, além de fazer com perfeição os serviços básicos, ainda estão preparados para oferecer muito mais, inclusive consultorias para a gestão das empresas.

Cuidado ao contratar contadores com base apenas do preço. Alguns empresários se perguntam como que o contador conseguirá executar o trabalho com o singelo honorário proposto. Atenção: talvez ele não vá fazer e o empresário poderá descobrir quando já é tarde. O barato pode sair caro.

Naturalmente, o profissional bem capacitado mesmo cobrando o honorário mais elevado proporcionará o custo benefício favorável ao cliente.

Gilmar Duarte da Silva é empresário contábil, palestrante e autor do livro “Honorários contábeis. Uma solução baseada no estudo do tempo aplicado”.

Guia para implementação de cálculo do preço de serviços contábeis e correlatos. Escritórios contábeis e profissionais de contabilidade têm um dilema: quanto cobrar de seus clientes? Agora chega às suas mãos um guia prático, passo-a-passo, de como fazer este cálculo de forma adequada. Com linguagem acessível, a obra facilita ao profissional contábil determinar com máxima precisão o preço de seus serviços a clientes e potenciais clientes.Clique aqui para mais informações. Como Fixar Honorários Contábeis 

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Profissão de contador é a quarta que mais oferece oportunidades de trabalho

Fonte: SESCON-RJ

O estudo ainda mostra que em apenas um ano a procura quase dobrou.

O contador é a quarta profissão que mais oferece oportunidades de trabalho no mercado mundial, segundo dados do Grupo Latino-americano de Normatizadores de Informações Financeiras e do Conselho Federal de Contabilidade.

No Brasil, a procura pela profissão, vem aumentando consideravelmente ano após ano. Segundo e MEC, o curso de Ciências Contábeis ficou em oitavo lugar no ranking das graduações mais escolhida no ENEM 2013, posição melhor do que a do ano anterior, quando não ficou entre as 10 mais procuradas. O estudo ainda mostra que em apenas um ano a procura quase dobrou.

Esse quadro proporciona algo que todo universitário procura, fácil absorção pelo mercado de trabalho. A vice presidente do SESCON-RJ, Selma Gama, destaca que o setor da Contabilidade, além de ser muito amplo, é carente de mão de obra qualificada. “No Brasil temos um mercado de trabalho muito grande, o que é muito fácil comprovar, é só pegar os classificados! E isso é sonho para os calouros, que acabam estagiando desde os primeiros períodos. O que revela outro problema contábil, que é a falta de pessoas qualificadas”, afirma.

“A contabilidade é muito mais presente na vida do cidadão do que todos pensam. Por ser uma ciência de informações reais, todas as empresas necessitam do que a contabilidade oferece, e essa realidade serve também para as famílias de todas as classes sociais”, declara Selma Gama.

Demorou, mas finalmente o DACON foi extinto

Por força da IN RFB 1.441/2014, o DACON foi extinto para os fatos geradores ocorridos a partir de 1º de janeiro de 2014. A extinção aplica-se também aos casos de extinção, incorporação, fusão, cisão parcial ou cisão total que ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 2014, no entanto a apresentação de Dacon, original ou retificador, relativo a fatos geradores ocorridos até 31 de dezembro de 2013, deverá ser efetuada com a utilização das versões anteriores do programa gerador, conforme o caso.

Estavam obrigadas à entrega do Dacon as pessoas jurídicas de direito privado e as que lhes são equiparadas, submetidas à apuração da Contribuição para o PIS/PASEP e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS), nos regimes cumulativo e não cumulativo, inclusive aquelas que apuram a Contribuição para o PIS/PASEP com base na folha de salários.

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