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Quanto Maior a União, Maior a Valorização da Classe!

por Gilmar Duarte – via e-mail 04.06.2018

Não resta dúvidas de que a união faz a força e todos ganham. Seleções com craques individualistas sucumbem. Quanto mais fraca é a classe, mais fortes e exploradores serão os falsos líderes.

O povo é manobrado pelas forças políticas que induzem o pensamento e a ação de acordo com o desejo dos mais fortes, ou talvez seja melhor dizer, dos mais organizados. Organizado aqui não é sinônimo de certo, justo, do bem ou patriota, mas quem faz de forma ordenada, pois estudou as etapas e analisou friamente para acontecer da maneira esperada. Assim deveria ser a maior parte das nossas ações, pois a organização propicia o desenvolvimento pessoal, da empresa ou da nação.

Algumas classes empresariais se esforçam para fabricar produtos ou prestar serviços de qualidade a preços justos, mas se deparam com imensas dificuldades para manter-se vivos neste mercado altamente volúvel. Grandes, médias e pequenas empresas, inexplicavelmente, desaparecem de um dia para o outro e isso desespera o empreendedor.

A guerra ser vencida pelo mais forte já não é mais uma verdade, bem como o velho ditado “quem tem dinheiro faz dinheiro”. As verdades absolutas do passado passam a ser contos e novas verdades, que já não se perpetuam como dantes, são escritas. Reinventar-se é necessário e a chance de dar certo é maior se ocorrer de maneira organizada e unida.

A carreira solo já não garante a mesma perpetuação, então por que não formar um conjunto? Uma andorinha pode dar início à revoada, mas sozinha não garante o verão. É importante identificar os movimentos, cujas ações verdadeiras nos representam e levam ao bem comum da classe. Unidos alcançamos os objetivos. E quais são esses?

O empreendedor não deve traçar como meta única a obtenção de lucro, pois seria como um jogador de futebol que entra em campo apenas pensando em fazer gols. Seria um desastre. O gol é a consequência de uma equipe bem entrosada  e unida que se defende e chega ao gol de toque em toque. Porém, se o gol não acontecer, o objetivo não foi alcançado, pois não é sempre que se pode jogar apenas pelo empate ou até aceitar a derrota.

Portanto, para ter sucesso, as empresas precisam prestar serviços ou produzir bens que atendam as necessidades dos clientes, gerem bons empregos, contribuam com o governo na arrecadação de tributos, sejam sustentáveis, ajudem no desenvolvimento da sociedade, mas sem deixar de fazer gol, ou seja, obter o lucro justo. O lucro é o bônus que incentiva o empreendedor a investir mais no próprio negócio ou em outros para fazer tudo o que foi citado no início deste parágrafo.

Líderes inidôneos devem ser substituídos, pois o contrário desestimulará a toda a equipe. Mas como fazer isto se geralmente esses líderes têm o poder na mão e podem nos prejudicar?

Lembre-se: sozinha, uma andorinha não faz verão. A classe precisa discutir amplamente os objetivos e traçar metas. Objetivos estabelecidos por um pequeno grupo têm grande possibilidade de não encorajar as demais andorinhas.

A classe empresarial contábil é detentora de grande conhecimento, responsável pelo controle patrimonial, pela arrecadação de quase a totalidade dos tributos e necessária para a existência das empresas, porém desconhece o poder que tem para trazer justiça tributária e, especialmente, para se valorizar.

É sabido que os clientes exploram seus serviços e remuneram muito mal, mas a culpa não é dos clientes, mas dos empresários contábeis que, irracionalmente, ainda fazem a carreira solo, quando é sabido que o conjunto bem organizado terá mais força!

Os caminhoneiros, muito explorados, mal remunerados em relação a tantas outras classes de trabalhadores e empregadores escreveram mais um capítulo de verdades do passado. Eles deram uma aula para a sociedade e o governo do quão são importantes e necessários à nação. Talvez a classe empresarial contábil consiga tirar algum aprendizado e em breve apresente um plano de valorização para exame da categoria.

Gilmar Duarte é palestrante, contador, autor dos livros “Honorários Contábeis” e “Como Ganhar Dinheiro na Prestação de Serviços” e CEO do Grupo Dygran (indústria comércio do vestuário, software ERP e contabilidade).

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Desventuras e Aventuras de um Contabilista

por Júlio César Zanluca – contabilista e coordenador dos sites Portal Tributário e Portal de Contabilidade

Exerço a profissão contábil há mais de 30 anos. E, nos últimos dias, concluí ainda não vi tudo, pois o descalabro que as autoridades nacionais tratam os contabilistas é aviltante. De forma repugnante, uma profissão tão digna é tratada coletivamente como escravos sem qualquer direitos.

Diariamente, despejam dezenas de resoluções, atos normativos, convênios e outras parafernálias, para serem assimilados “a galope” por nós, contabilistas, auditores, consultores, escrituradores fiscais e outros profissionais do ramo.

No final de 2015 e no início de 2016, foram dezenas de alterações súbitas, entre as quais as novas formas de cálculo do ICMS nas operações interestaduais, elevação de alíquotas de tributos federais, estaduais e municipais, além da criação de novas obrigações acessórias (como a declaração eletrônica para prestação de informações relativas ao ICMS devido por substituição tributária, recolhimento antecipado e diferencial de alíquotas). Como absorver isto em tempo recorde e ainda repassar estas informações aos empresários, nossos clientes?

Não bastassem as súbitas mudanças, observa-se a inadimplência cada vez maior da clientela. Sem dinheiro, as empresas deixam de pagar primeiramente os tributos, depois os fornecedores (incluindo os honorários contábeis), e finalmente, num colapso total, simplesmente caloteiam os assalariados. Claro que estes empregos vão todos para a China, para o Chile, para países mais amigáveis com o investimento produtivo.

As anuidades do CFC/CRC, taxas e outros mecanismos de arrecadação sobre a profissão são reajustados anualmente, independentemente de nosso poder aquisitivo. Enquanto milhares de contabilistas perderam o emprego e a renda em 2015, os órgãos “federais” esbaldam-se numa arrecadação certa e tranquila, garantida “por lei”…

Bom, nestes 30 anos convenci-me que não vi tudo. Mas poderia ser pior? Sinceramente, não sei. Na minha ideia, os planos econômicos, pacotes fiscais, desindexação, extinção da correção de balanço, PIS e COFINS não cumulativos, CPMF, taxas disso, daquilo, de outros e outras imbecibilidades dos governantes já haviam provado que a administração pública é notoriamente impiedosa com a nossa profissão.

Infelizmente, a imprensa nacional também nos solapa, atribuindo termos espúrios ao nosso trabalho, como “contabilidade criativa” – veja uma análise detalhada no artigo “Contabilidade Criativa?” de nosso colega Fernando Alves Martins em https://boletimcontabil.wordpress.com/2015/03/03/contabilidade-criativa/.

Só resta repudiarmos, em público, tão grave ofensa sucessiva àqueles que garantem ao empresário a aplicação das normas contábeis, tributárias, fiscais e previdenciárias, que sucumbem ao peso de um Estado verdadeiramente falido (financeira e ideologicamente) e clamar para que “algum dia”, os ditos “órgãos de representação de classe” finalmente tenham ânimo de exigir um tratamento mais digno a uma profissão solapada pela ânsia burocrática e arrecadatória dos governos federal, estaduais e municipais.

Contabilistas: protestem!

Des(dez)motivação

Por Gilmar Duarte

A depressão será o mal do século XXI. Acredita-se que 30% da população mundial sofra da doença, sem saber. A indisposição é mais forte com ela, mas acontece também sem ela.

São tantos problemas no nosso dia a dia: trabalho, família, escola, igreja, amigos e até mesmo no lazer. Esses problemas se não forem bem resolvidos nos deixam melancólicos e sem ânimo para desenvolver as atividades que podem ser prazerosas. E mais ainda, o desanimo poderá desencadear um processo depressivo.

A vida pode ser um constante mar de tempestades, mas também ser de belos dias com brisas suaves. Tudo isto dependerá de como a encaramos.

Nesta semana recebi o convite para participar de um grupo no WhatsApp de contadores da Baixada Fluminense (Rio) e logo compreendi tratar-se profissionais da contabilidade que estavam reerguendo um sindicato que havia sido fundado em 1956 e por algum motivo tinha paralisado suas atividades há algum tempo.

Antes de manifestar-me preferi ficar atento para conhecer as pessoas e suas intenções e tive a grata satisfação de assistir construção de uma bela e promissora história. Pessoas motivadíssimas e desejosas da união para oferecer melhores condições para toda a classe contábil.

O momento que estavam discutindo a recriação da logomarca foi especial. Segue alguns dos comentários:

  • Deve ser algo inovador;
  • Tem que ser como um marco para alavancar a região;
  • Algo que a classe se sinta valorizada;
  • Deve sair da mesmice;
  • Cor que remeta à sobriedade;
  • Uma planta que represente a segurança.

Um dos membros, com alguma habilidade transformou as muitas sugestões numa linda logomarca, mas destacou a importância de contratar um profissional de designer para desenvolve-la. “Isto é apenas um esboço”, disse ele.

Nessas pessoas em nenhum momento observei que houvesse a DESMOTIVAÇÃO, mas sim DEZ MOTIVOS PARA A AÇÃO. Certamente havia mais que dez motivos. As pessoas não reclamavam das dificuldades, dos problemas, das finanças, da concorrência desleal, mas desejavam construir algo em benefício da categoria.

Fez lembrar-me quando iniciamos os estudos para buscar critérios claros e justos para precificar os serviços contábeis e um colega “mais experiente” disse que “Já foi tentado de tudo e nunca deu certo. Vocês só perderão tempo.” Nós investimos muito tempo e deu certo, mas mesmo que não tivéssemos sucesso ficaríamos orgulhoso por ter tentado.

A coisa mais emocionante é ver pessoas se esforçando para fazer algo melhor. Quando são jovens é contagiante o atrevimento de alguns, mas quando são pessoas experientes, considero o atrevimento maior ainda, pois é nítido que continuam com a mente jovem.

Amigos da “Baixada” não percam este atrevimento, mesmo com o passar do tempo continuem com a mente jovem e tenham a certeza que sempre é possível fazer mais e melhor. Parabéns!

Gilmar Duarte é contador, diretor do Grupo Dygran, palestrante, autor dos livros “Honorários Contábeis” e “Como ganhar dinheiro na prestação de serviços” e membro da Copsec do Sescap/PR.

Atenção: O autor aceita sugestões para aprimorar o artigo, no entanto somente poderá ser publicado com as modificações se houver a prévia concordância do autor.

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A Fúria do Governo Federal

(por Júlio César Zanluca – contabilista e coordenador do site Portal de Contabilidade)

“Nunca na história deste país” tantos roubaram tanto. Ao invés de admitir erros, combater a corrupção, consertar a economia e incentivar a produção, o trabalho e a produtividade, o que o (des) Governo Federal faz? Aumenta tributos!

A tabela do IRF, cuja correção foi tão comemorada na semana passada, não passa de um engodo: a inflação de 6,5% foi repassada apenas às primeiras faixas de tributação, enquanto que as demais faixas foram corrigidas abaixo do índice oficial. Mais imposto a pagar!

O IPI dos veículos já está mais alto, desde janeiro.

Elevação do IOF para financiamento de pessoas físicas, de 1,5% ao ano para 3% ao ano (Decreto 8.392/2015) – ou seja, quem precisar de empréstimo vai financiar os gastos absurdos no (novo?) governo.

Exportadores terão benefícios cortados em 66% do Reintegra – Decreto 8.415/2015.

A desoneração da folha quase acabou, quando a Medida Provisória 669/2015 elevou em 150% a contribuição sobre o faturamento. Porém, num ato inédito, o Legislativo repudiou este massacre (será um sinal de esperança num país onde o Legislativo se curva servilmente ao Executivo?).

Elevação da CIDE e PIS/COFINS sobre combustíveis: Decreto 8.395/2015. O combustível, no Brasil, já é um dos mais caros no mundo, porque será? Sabemos a resposta: supertributação e lucro exagerado para “cobrir” os rombos da corrupção na Petrobrás…

Majoração da alíquota do PIS e COFINS sobre importação: Medida Provisória 668/2015.

Equiparação dos atacadistas de cosméticos ao industrial, para fins de IPI (com consequente tributação sobre a margem de lucro): Decreto 8.393/2015.

Porque não cortam os atuais 39 ministérios para 7 ou 8, e mandam embora milhares de “companheiros” comissionados? Porque não baixam os juros e assim economizam bilhões em despesas? Porque não param de investir em obras astronômicas do PAC e priorizam obras críticas de infra estrutura (como geração de energia e estradas para escoamento da produção agrícola)?

Porque não param de despejar dinheiro nas ONGs fajutas dos ditos “movimentos sociais”, que formam terroristas para bloquear estradas e intimidar a população sob o manto vermelho da “liberdade”?

Porque não cortam despesas (não apenas superficialmente, como estão fazendo, tentando enganar os brasileiros) e poupam, reduzindo desperdícios na péssima gestão das finanças públicas federais?

Sabemos as respostas e os caminhos. As manifestações dos brasileiros tomaram as ruas. Cabe pressionar mais, e engajar todos os contabilistas na tarefa de dar um “basta” ao descalabro financeiro que vivemos. Afinal, a classe contábil é uma das mais categorizadas para opinar sobre finanças, mas não menos apta a expressar-se politicamente.

Contabilista: sua posição influenciará o Brasil. Seja neutro (cale-se) e então concordará com os descalabros citados – afinal, quem cala consente! Basta à impunidade, à corrupção, aos desmandos, ao mau uso do dinheiro público, ao excesso de tributos, à complexidade burocrática, às altas taxas de juros. Manifeste-se!

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Notícia: Fórum de Precificação Traz Alento à Classe Contábil

(notícia encaminhada por Gilmar Duarte via e-mail em 02.03.2015)

27 de fevereiro de 2015, dia da realização do 1° Fórum de Precificação dos Serviços Contábeis, é um dia que ficará marcado na história da classe empresarial contábil do Brasil. Veja os principais resultados.

Na semana passada, em 27 de fevereiro, foi realizado, em Curitiba, o 1º Fórum de Precificação dos Serviços Contábeis, reunindo representantes de 15 Estados nos debates das cinco apresentações – Pará, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Era um sonho reunir empresários contábeis dos quatro cantos do país para conhecer as metodologias de precificação que praticam, seus principais problemas e as novas propostas aplicadas com sucesso por algumas empresas contábeis.

O fórum foi repleto de sucesso, desde a organização, participação do público e palestras, cujo encerramento coube ao professor Roberto Assef, da Fundação Getúlio Vargas.

O destaque do evento ficou com os seguintes temas: tempo, responsabilidade civil, fóruns e a comissão nacional, rapidamente descritos abaixo:

Tempo: para definir o preço de venda dos serviços contábeis deve-se considerar o valor percebido pelo cliente, a concorrência e os custos. Somente com o custeio é possível identificar a real lucratividade. Este custeio, por unanimidade das apresentações, deve ser feito com base no tempo aplicado na execução das tarefas dos clientes.

Responsabilidade Civil: os riscos advindos da responsabilidade civil (técnica) do contador são assustadoramente altos. Ao menos duas apresentações procuraram demonstrar todos os riscos existentes e propuseram fórmulas para medi-los, mas ainda bastante confusa. Ficou a proposta de aprofundar os estudos para, em breve, ser demonstrados com maior clareza aos empresários contábeis. Este resultado influenciará significativamente na formação dos honorários aos clientes.

Fóruns: Os presidentes dos Sescons e Sescaps presentes demonstraram interesse em promover o fórum de precificação em seus Estados com a participação dos associados. Conhecer a metodologia proposta baseada no Tempo e a possibilidade de aplicação em suas empresas contábeis facilitará a formação de preço e a redução da “guerra de preços”.

Comissão Nacional: Percebendo a importância do tema, o presidente da Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (Fenacon), Mário Berti, no pronunciamento no encerramento do fórum propôs a formação de uma Comissão Nacional de Precificação dos Serviços Contábeis, assim como já existe no Sescap/PR, e indicou o diretor Edson Oliveira da Silva para viabilizá-la.

Com tudo isso, que aconteceu num só dia, fica a esperança de melhores dias para a classe empresarial contábil, pois sabemos que a principal luta, aquela que garante a lucratividade justa, só será conquistada com métodos bem definidos e propagados amplamente a toda a classe.

Gilmar Duarte é contador, diretor do Grupo Dygran, palestrante, autor do livro “Honorários Contábeis” e membro da Copsec do Sescap/PR.

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Empresário Contábil, Pequenas Associações e Grandes Benefícios

Gilmar Duarte da Silva

(artigo enviado pelo autor em 13.10.2014)

A união em pequenos grupos pode gerar benefícios mais eficazes em função da proximidade da direção com a base. A associação de empresários contábeis é uma forma de o grupo ficar mais forte para enfrentar o mercado.

Ao participarmos de uma associação, é comum não termos possibilidade de manifestação, especialmente quando ela é muito grande, ou seja, com estrutura regional, estadual, nacional ou até mundial. Estas gigantescas associações necessitam de estruturas muito bem planejadas para que a base seja ouvida e atendida, uma vez que este deveria ser o principal foco.

Quando a associação tem como principal objetivo a arrecadação de verbas dos associados, realidade de alguns sindicatos instituídos e mantidos por força de leis, os associados não se sentem parte do grupo e, embora contribuam financeiramente, dele não participam. Algumas destas “associações” preferem mesmo a não participação do associado, pois a pequena parcela que lidera sente-se mais à vontade para direcionar os benefícios a quem desejar, muitas vezes para eles mesmos.

Nessa semana, ao ministrar o curso de precificação dos serviços contábeis em Belo Horizonte, Minas Gerais, contratado por uma associação, conheci uma forma simples de atender as necessidades da base. Um grupo de empresários contábeis desejava este treinamento e foi buscar o auxilio da associação da classe, mas recebeu de resposta um NÃO, justificado pela ausência do mesmo no planejamento.

Desistiu? Não! O grupo possui uma pequena associação, com cerca de 50 associados, todos empresários contábeis. Pequena no número de integrantes, mas muito grande nos seus ideais. Este grupo se reuniu e decidiu levar o evento para a cidade com recursos próprios.

Foi impossível sensibilizar a associação da classe, pois a direção é de difícil acesso e talvez não consiga compreender ou não está interessada em ouvir a base. Mas a “pequena” associação, com menor número de associados, foi fácil de reunir, avaliar a necessidade e decidir pela contratação.

Esta não foi a primeira ação da Rede Integrar. Eles se reúnem quinzenalmente, discutem os problemas, buscam formas para combater concorrentes desleais e tantas outras coisas, sendo que a mais importante e exemplar delas é as demandas que os associados jugam pertinentes.

Gilmar Duarte da Silva é contador, diretor do Grupo Dygran, palestrante, autor do livro “Honorários Contábeis” e membro da Copsec do Sescap/PR. 

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“Isto é Conta de Contador”…

Gilmar Duarte da Silva

Jargão de péssimo gosto de um representante do Governo Federal tenta desvalorizar a classe contábil. Será que ele tem razão naquilo que falou?

No domingo 27/07/2014, na Globo News, três economistas indicados pelos candidatos à presidência da República, Aécio Neves (PSDB), Dilma Rouseff (PT) e Eduardo Campos (PSB) foram entrevistados para discutir as propostas dos concorrentes ao cargo máximo do executivo nacional.

O economista Márcio Holland, indicado da petista, esforçou-se muito para defender a política atrapalhada que Dilma vem comandando, mas claramente foi trucidado pelos adversários. No decorrer do debate, Gianetti, que representou Eduardo Campos, chegou a dizer ao colega: “Entendo sua posição de ter que defender o que foi feito nos últimos anos, mas não dá pra tapar o sol com a peneira.”

Em minha opinião, o momento mais deplorável do representante da presidente e candidata à reeleição aconteceu quando ele atacou gratuitamente a classe contábil, aquela mesma que é a principal parceira do governo, segundo eles, para a legalização das empresas e a redução da sonegação tributária.

Este “economista”, ao tentar se defender do abuso do governo ao conceder empréstimos incentivados do BNDES, mas que não está pagando a conta, rebateu dizendo que isto “é conta de contador”. É notório que o objetivo dele foi dizer que os números não podiam ser vistos com a simplicidade ponderada pelos adversários. Tentou dizer que 2 mais 2 necessariamente não deve ser 4, mas pode ser 5, 10 ou 20. Claramente observou-se o famoso jeitinho brasileiro tão banalizado, especialmente no meio político.

Naquele momento fiquei muito desapontado por observar pessoas pagas com os nossos tributos fazendo uso de emissoras com alta audiência para proferir absurdos e tentar banalizar o trabalho sério da classe contábil brasileira. Mas refleti muito no decorrer da semana e observei que, sem querer, ele falou a verdade. Conta de contador é exata! 2 mais 2 sempre foi 4 e para os contadores nunca deixará de ser.

Ao interpretar um número, por exemplo, o Índice de Liquidez que o balanço aponta para 0,8, não dizemos qualquer outro número, pois a verdade é exatamente 0,8. Os contadores podem e fazem análises com mais profundidade. Vejamos, a título de exemplo, algumas análises proferidas pelos contadores:

    . No exercício anterior o índice foi maior, porém neste os investimentos para o aumento da produção exigiram a redução da liquidez imediata.

    . A tendência para os próximos dois exercícios é que o índice caia um pouco mais, podendo chegar a 0,6, mas depois voltará a crescer até chegar ao desejável, que é 1,2.

    . Observem que o índice de liquidez caiu, mas a lucratividade teve crescimento de 5% em relação ao ano anterior.

No exemplo acima, vejam que foi justificado o mau desempenho de um indicador com informações verdadeiras, sem necessidade de mentiras ou ofensas. Está é a atitude do contador.

Parabéns, contadores, e continuem fazendo “Conta de Contadores”, pois aos poucos conseguiremos transformar o Brasil numa nação séria. Elegeremos representantes honestos e estes indicarão auxiliares igualmente honestos que jamais aceitarão cargos para mentir ou ofender o seu povo.

Leia sobre a entrevista em http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2014/07/28/internas_economia,552778/economistas-de-presidenciaveis-debatem-cenario-economico.shtml

Gilmar Duarte da Silva é contador, diretor do Grupo Dygran, palestrante, autor do livro “Honorários Contábeis” e membro da Copsec do Sescap/PR.

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Dia do Contador e Ano da Contabilidade…

Por Júlio César Zanluca – Contabilista e Coordenador do Portal de Contabilidade

Uma justa homenagem precisa ser apresentada a todos os contabilistas deste Brasil, não apenas pela passagem do dia do Contador (22/Setembro) quanto também pelo ano da Contabilidade (2013).

As homenagens passam, mas o trabalho árduo e as dificuldades da classe contábil continuam. Ora é a Receita Federal, impondo obrigações acessórias incrivelmente complexas, ora é o Executivo, legislando com Medidas Provisórias e alterando, de forma súbita, a forma de apuração de tributos.

Já tenho comentado, em outros artigos, sobre a grande responsabilidade dos contabilistas e o enorme descaso dos governos (Federal, Estaduais e Municipais) sobre nossas atividades. Sindicatos e Conselhos de Classe têm feito contatos e uma certa pressão na mídia e sobre os parlamentares para mudar este estado de coisas, mas realmente parece que isto não está surtindo efeito, e a percepção é que a tensão entre contabilistas e os órgãos governamentais continua subindo.

Há casos extremos que, extenuados pela falta de reconhecimento, alguns contabilistas desistiram da profissão e conformam-se em realizar atividades menos complexas, e até com menor remuneração, somente para evitar o estresse do “patrão governo”.

Penso que o melhor é continuarmos insistindo, denunciando, valorizando a classe contábil e pressionando congresso, órgãos fiscalizadores e a mídia, denunciando o descaso com nosso trabalho e a grande relevância de nossas atividades para o crescimento econômico e social deste país.

Ainda que sindicatos e os conselhos de classe não estejam alcançando os resultados que todos esperávamos, precisamos (pela participação e pelo voto) mudar este estado de coisas, priorizar nossos pleitos e dirigir de forma mais constante nossas opiniões aos respectivos e ditos órgãos de representação profissional, sem esquecer de cobrar dos parlamentares e dos contatos com os representantes do poder uma forma mais respeitosa de tratar os assuntos que afetam diretamente nosso dia-a-dia profissional.

Um processo de mudança costuma ser demorado, mas nós os contabilistas deste país estamos conscientes que nada cai do céu, tudo precisa ser trabalhado e melhorado, o que não podemos é ficar parados à espera de uma “terceirização de solução”. A solução vem da união, da participação e da pressão sobre aqueles que estão nos comandos das normas deste país!

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