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Como Competir com a Alta Carga Tributária no Brasil?

por Gilmar Duarte

Os empresários que emitem Nota Fiscal de todas as vendas pagam impostos maiores do que aqueles que sonegam uma parcela. Como enfrentar esta concorrência desleal?

O Brasil está entre os países de maior carga tributária do mundo, sem que isto resulte em benefícios aos cidadãos.

“Um estudo do IBPT reuniu os 30 países com maior carga tributária e relacionou o recolhimento de impostos aos benefícios recebidos pela população, usando o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), uma medida da qualidade de vida. No ranking, o Brasil ficou na última posição, atrás de países como Argentina e Uruguai”. (Fonte: IBPT 21/09/2015).

Ainda segundo OLIVEIRA (OLIVEIRA, FA. A evolução da estrutura tributária e do fisco brasileiro: 1889-2009. IPEA. 2010), entre 1916 e 1920 a carga tributária brasileira era de 7% do PIB; neste início do século 21, se aproxima dos 40% do PIB.

Entendo que a reversão deste processo, ou seja, redução da carga tributária e melhor investimento dos tributos arrecadados, muito bem interpretado pelo IDH, depende de cada um de nós.

Devemos repensar a convicção muitas vezes propagada de que o governo é formado por ladrões. E, mais do que isto, envidar esforços para expulsar as pessoas de mau caráter na gestão da coisa pública e substitui-las por pessoas éticas e competentes.

Isto pode parecer poético e utópico, mas somente pessoas de caráter têm o poder de mudar para melhor, especialmente se estiverem na administração pública.

Não cabe ao contador dizer ao cliente para recolher ou não mais tributos, mas fazer as contas certas e mostrar os benefícios.

Sabemos que, para sonegar, é necessário abrir mão de controles gerenciais seguros – quanto menos emissão de nota fiscal na venda de bens ou serviços, menor a carga tributária -, ponto em que a gestão dos negócios começa a truncar, pois o dinheiro não poderá entrar na conta bancária, então o risco de descontrole e roubo é maior.

Movimentar o dinheiro fruto da sonegação na conta bancária é arriscar ser descoberto a qualquer momento e ser obrigado a recolher, ao Fisco, os impostos acrescidos de multas e juros.

Infelizmente conheço empresários que conquistaram vasto patrimônio e ficaram ricos em função da agressividade de sonegação.

Dos muitos colegas, apenas dois obtiveram “sucesso” financeiro e o mantiveram até hoje, mas amargaram muitos dissabores na vida, inclusive a prisão de pessoas próximas.

Desconheço se eles têm orgulho das “façanhas” realizadas. Penso que algumas coisas os incomodam e talvez não consigam contar a história verdadeira e por inteira aos filhos, certamente amados.

É provável que alcançar o sucesso financeiro seja objetivo de quase todas as pessoas, mas deverá ser a qualquer custo? Será que pessoas “distintas”, políticos e empresários presos em função das diversas operações federais, especialmente a Lava Jato, consideram que valeu trocar o patrimônio roubado pela honra?

Lembro de ouvir o ex-ministro José Dirceu dizer, quando preso, que estava preocupado com a filha. Ele não pensou nisto antes?

Devemos lutar para derrubar os corruptos e gananciosos do poder público. Necessitamos de empresários competentes para absorver a elevada carga tributária do Brasil e ser competitivos.

Quem assim agir terá o grande benefício de ter uma só contabilidade (e não a fiscal e gerencial), maior segurança contra o roubo (por ter que manusear dinheiro vivo) e a grande honra de poder contar aos filhos como conquistou o ganha pão. Vale a pena ser ético!

Gilmar Duarte é palestrante, contador, CEO do Grupo Dygran (indústria comércio do vestuário, software ERP e contabilidade), autor das obras “Honorários Contábeis” e “Como Ganhar Dinheiro na Prestação de Serviços” .

Com esta obra o pequeno e médio empresário terá condições de compreender a importância da precificação correta para a sobrevivência de qualquer organização e comprovará que a mesma é menos complexa do que parece, sentindo-se motivado a implantá-la na sua empresa prestadora de serviços!Totalmente atualizada e com linguagem acessível!  Guia para implementação de cálculo do preço de serviços contábeis e correlatos. Escritórios contábeis e profissionais de contabilidade têm um dilema: quanto cobrar de seus clientes? Agora chega às suas mãos um guia prático, passo-a-passo, de como fazer este cálculo de forma adequada. Com linguagem acessível, a obra facilita ao profissional contábil determinar com máxima precisão o preço de seus serviços a clientes e potenciais clientes.Clique aqui para mais informações.

Não Vamos Assistir ao País Afundar na Lama!

Por Marcos Rigoni de Mello – Presidente do CRC-PR

É difícil aceitar, mas estamos vendo nosso querido Brasil afundar cada vez mais no lamaceiro criado por tantos políticos e empresários sem escrúpulos.

O pesadelo parece não ter fim. Alcançamos o grau máximo de inversão de valores a ponto de bandidos serem libertados e inocentes punidos.

E o que dizer da postura de um presidente que usa o poder para impedir o avanço de denúncia de corrupção contra si, comprando votos de parlamentares, negociando a liberação de verbas para projetos em troca de apoio. Como denunciado à Procuradoria Geral da República, é mesmo um atentado contra a moralidade.

Políticos corruptos e empresários bandidos desviaram bilhões dos cofres públicos, atrasando o desenvolvimento do país, condenando milhões de famílias à miséria, ao desemprego, à descrença; roubaram nossos sonhos, nossa dignidade e patriotismo.

A maior parte da população quer ganhar a vida honestamente. Só precisa de apoio. Espero que a população já tenha entendido que receber cesta básica, bolsa família, etc, é como viver na miséria. É muito mais digno estudar, ter um bom trabalho, ganhar a vida pelo próprio esforço, do que se vender por qualquer oferta.

Penso, às vezes, que vivemos uma situação pior do que se estivéssemos em guerra. Pelo menos, quando convocados, somos preparados para o desafio, sabendo que teremos que lutar e até morrer, se for o caso. Já, no momento, estamos sendo traídos e atacados por aqueles que deveriam nos proteger e nos conduzir à vitória. É covardia!

O dinheiro roubado da nação faz falta aos hospitais públicos, onde muitas pessoas estão morrendo pela carência de equipamentos, medicamentos, pessoal, atendimento. Se saúde é dever do Estado e o nosso governo não a proporciona, podemos dizer que ele está matando as pessoas.

Recursos desviados tiram vidas também por causa da precária segurança pública. E quantos brasileiros não deixam de se preparar para vida pela inexistência de boas escolas? Segurança e educação são igualmente deveres do Estado.

Quando estávamos ansiosos por notícias que nos trouxessem um pouco de esperança, somos surpreendidos por uma medida que só contribui para agravar as coisas: o aumento da alíquota do PIS/Cofins sobre gasolina, diesel e etanol, elevando o preço dos combustíveis, com impacto desastroso sobre a combalida economia.

A alegação é que há um rombo de R$ 139 bilhões a ser coberto. Ora, se as contas não fecham – sabemos que isso não acontece somente na esfera federal, mas também nas prefeituras e estados – é por causa da imoralidade generalizada e de incompetência administrativa.

É claro que não vamos ficar de braços cruzados, apenas assistindo ao país afundar na lama. Já provamos noutras ocasiões que não somos tão pacatos assim. Vamos reagir sim! Uma de nossas armas mais potentes é o voto. No ano que vem teremos eleições novamente.

Quero aproveitar para lançar uma campanha: vamos dizer não à reeleição de vereadores, deputados estaduais, deputados federais, senadores, prefeitos, governadores e presidente da República; dizer não à eleição de representantes de famílias de políticos; evitar que política seja como as capitanias hereditárias, que passavam de pai para filho. Vamos dar oportunidade a novos candidatos; fazer da política uma atividade honrada e não uma oportunidade para se tirar proveito.

Precisamos mudar radicalmente e acreditar num país melhor para os nossos filhos e netos.

Essa é a minha opinião e a sua?

Vamos nos Manter Vigilantes

Acompanhamos com apreensão os acontecimentos produzidos pelo Congresso Nacional que, em vez de tranquilidade, avanço das instituições e soluções aos muitos problemas do país, só aumentam a carga de tensão, instabilidade e incerteza.

O esquartejamento do pacote anticorrupção, pela Câmara Federal, na madrugada do dia 29, mostrou um Parlamento completamente insensível ao desejo dos brasileiros, expresso com veemência nos últimos tempos, de ver o Brasil sair logo da lista de um dos países mais corruptos do mundo.

A decisão do Supremo Tribunal Federal de manter o senador Renan Calheiros na presidência do Senado, em nome da governabilidade e da harmonia dos três poderes, pode até ser indicativo de comprometimento com a agenda do governo, mas não com a agenda da nação, cujo espírito foi enfatizado nas manifestações de domingo, 4, e nos protestos anteriores que culminaram com o impeachment de Dilma Roussef.

Deixamos bem claro: apoiamos o fortalecimento do Judiciário, do Ministério Público e de todas as forças que atuam na Lava Jato, combatendo malfeitos de toda ordem; queremos uma reforma política ampla; queremos, enfim, encerrar este ano com a perspectiva de que em 2017 voltaremos a ter crescimento econômico, empregos, desenvolvimento social e paz.

Vamos nos manter vigilantes!

MARCOS RIGONI DE MELLO
Presidente do CRCPR

O Excesso das Obrigações Tributárias Acessórias

por Júlio César Zanluca – Contador e coordenador do site Portal de Contabilidade

Fazer negócios em nosso país não é simples, pois a burocracia e as exigências legais sobrecarregam as atividades produtivas e personificam os obstáculos ao crescimento econômico que a miopia da laia política governante faz de conta que não existem.

Dentre as inúmeras exigências do fisco para uma empresa no Brasil estão as denominadas “obrigações tributárias acessórias”, que correspondem a informações, declarações e demonstrativos fiscais e contábeis que deverão ser cumpridas pelo contribuinte, além da obrigação tributária principal (pagamento do tributo devido).

Recomendo aos gestores checarem se as mesmas estão sendo cumpridas a contendo e nos prazos adequados, para evitarem-se multas e outros transtornos gerados pela ausência da entrega ou mesmo erros nos dados digitados e transmitidos.

As obrigações são uma sopa de siglas e exigências, como EFD, ECFDCTF, DIRF, DIMOB, etc. cujos prazos de entrega exigem agilidade na coleta de informações. São centenas de declarações, com minúcias estapafúrdias e de exigência duplicada em outros informes.

O ideal é fazer um mapeamento, por empresa, das obrigações a serem entregues, de forma a facilitar o cumprimento das mesmas. Algumas empresas (por exemplo, optantes pelo Simples Nacional) tem dispensa de entrega de determinadas declarações, enquanto outras (como as optantes pelo Lucro Presumido e Lucro Real) devem cumpri-las de modo rigoroso.

O contribuinte deverá ter muita atenção ao preencher os informes. O banco de dados da Receita Federal está cada vez mais informatizado e o contribuinte deverá se cercar de todas as cautelas possíveis, treinando os funcionários que realizam a coleta de dados e o preenchimento das declarações, de forma a minimizar os riscos de uma futura autuação fiscal e desembolsos financeiros desnecessários.

Admitamos e convenhamos: há um excesso destas obrigações. A RFB também encurta os prazos de exigência, como no caso da DIRF/2017, cujo prazo final de entrega, sem multa, foi antecipado para 15.02.2017 (até este ano, o prazo era o último dia útil do mês de fevereiro).

Ainda em 2016 (a partir de 01 de dezembro), exigir-se-à o Bloco K (Controle de Estoques) das empresas de bebidas e fumo. Porém, a partir de 2019 todas empresas sujeitas às normas do IPI serão obrigadas a escriturarem referido controle.

Onde irá parar esta avalanche burocrática? Para os burocratas, isto não importa. Para os contadores e demais profissionais da área de gestão empresarial, isto cria um custo desnecessário, encarecendo os produtos e serviços. É a realidade: nenhum serviço é de graça, alguém tem que pagar pelo trabalho, e todos sabemos muito bem quem paga: o consumidor final, que cada vez se vê diante de altos preços devido à insanidade com que se a iniciativa privada é tratada este país.

Como atender as diversas obrigações impostas às empresas. Mapeamento das exigências das legislações comercial e tributária. Atualização garantida por 12 meses! Clique aqui para mais informações.  Esta obra é dirigida a gestores de RH, contabilistas, empresários, advogados, consultores e outros profissionais que lidam com tributação, alertando-se que o tema é muito dinâmico e o correto acompanhamento das nuances e aplicabilidade das desonerações é imprescindível por parte destes profissionais.Clique aqui para mais informações.

Mais Respeito com as Ciências Contábeis e Nossos Profissionais!

Por Fernando Alves Martins – Contabilista

Um ano se passou desde a publicação do Artigo Contabilidade Criativa ou do Crime Organizado e podemos perceber pouco avanço a respeito!

Vimos na mídia tratando rascunhos como sendo “Contabilidade” – escrevi sobre o assunto e até o momento não percebemos nossa Classe Contábil unida e se manifestando de forma mais objetiva a respeito.

Vejamos: 

1) Aécio chama ajuste fiscal de Joaquim Levy de ‘contabilista’;

Fonte: http://oglobo.globo.com/brasil/aecio-chama-ajuste-fiscal-de-joaquim-levy-de-contabilista-16217897

“é extremamente rudimentar, de um contabilista, que se baseia só na questão fiscal e esquece que as pessoas se levantam todos os dias e precisam comer e ir trabalhar”. 

Neste caso o CFC publicou uma Nota de Repúdio:

Fonte: http://portalcfc.org.br/noticia.php?new=21235 

Por sua vez o Senador Aécio Neves, através do chefe de gabinete enviou apenas um “e-mail” em resposta à NOTA DE REPÚDIO.

Fonte: http://www.portalcfc.org.br/noticia.php?new=21266 

Sinceramente, eu achei um absurdo! Apenas um e-mail está ótimo, assinado pelo chefe de gabinete. Mas como não temos Representantes no Congresso Nacional, não podemos exigir muito!!!

2. Novamente nossos trabalhos são questionados, ou até mesmo utilizados em uma defesa de mais um Réu na Operação “Lava Jato”

Quem assistiu o Jornal da Record recentemente, percebeu o desrespeito para com os Contadores ou até mesmo com as CIÊNCIAS CONTÁBEIS, como segue:

  • Marqueteiro do PT diz que usava contas secretas no exterior mas nega ter recebido propina:

Segundo o Jornal, o Marqueteiro João Santana disse: “que foi um erro de Contabilidade!”

Já o Advogado de Defesa, Fábio Tofic Simantob: “O João não sabe disso! O João é um criador! O João não trabalha com questão financeira, questão bancária…”

Fonte: http://noticias.r7.com/jornal-da-record/videos/marqueteiro-do-pt-diz-que-usava-contas-secretas-no-exterior-mas-nega-ter-recebido-propina-25022016

  • Polícia encontra indícios que marqueteiro do PT recebeu no Brasil dinheiro de empreiteira:

Vejamos o que dizem os Advogados Tributaristas contratados pelo marqueteiro.

Segundo Igor Nascimento de Souza: “A empresa cresceu, o faturamento da empresa aumentou, mas o que aconteceu com as obrigações contábeis dela, foi que ela continuou aquela empresa gerenciada, empresa familiar e que tem uma contabilidade bastante rudimentar…”

Fonte: http://noticias.r7.com/jornal-da-record/videos/policia-encontra-indicios-que-marqueteiro-do-pt-recebeu-no-brasil-dinheiro-de-empreiteira-26022016

Novamente, vemos a palavra rudimentar!

Agora pergunto, se a contabilidade é rudimentar, não existiu uma fiscalização do Órgão responsável da Classe Contábil?

E olha que estamos falando de “faturamento” de no mínimo R$ 24.200.000,00 (Vinte e Quatro Milhões e Duzentos Mil reais) por ano. Neste valor vultuoso estão somente os pagamentos efetuados.

Quem não queria ter ou ser o profissional contábil de uma empresa familiar com um faturamento como este?

3) “Contabilidade paralela”, foi este o termo que infelizmente a Mídia utilizou para“nomear” as Planilhas da Odebrecht encontradas na 26ª fase da Operação Lava Jato:

Vejamos as reportagens:

4) E por fim, recebido de um amigo Contador, na data de hoje:

MC Rodolfinho – Contabilidade (Áudio Oficial) 

Fazendo a contabilidade de várias de cem, vamo lá vai…”

Fontes:

https://www.youtube.com/watch?v=8Se6iRFFl90

http://www.vagalume.com.br/mc-rodolfinho/contabilidade.html

No mínimo preocupante o desrespeito com as Ciências Contábeis e com todos os profissionais da Área!

O que será que está faltando para que nossa Classe Contábil seja mais valorizada e respeitada perante toda a Sociedade? Quem sabe um “criador” como o João Santana? Creio que não!

Fernando Alves Martins

Contador. Graduado em Ciências Contábeis pela UNESPAR/FECEA – Apucarana/PR. Pós-Graduado em Gestão Financeira, Contábil e Auditoria pela INBRAPE/FECEA – Apucarana/PR e Direito Previdenciário pela Damásio Educacional S/A. – Unidade Apucarana/PR. Contador na empresa Bortolloti Ind. e Com. de Móveis Ltda. (HB Móveis). Estando entre os 05 (Cinco) inscritos e aprovados para ocupa 02 (duas) cadeiras na Academia de Ciências Contábeis do Estado do Paraná (ACCPR) no ano de 2015.

Não Existe “Contabilidade Criativa” – Existe, sim, “Malandragem Pública”

Por Júlio César Zanluca – contabilista

Nós, contabilistas, estamos cansados de ver divulgadas, na mídia, expressões absolutamente incompatíveis e desconexas da verdade real, como “contabilidade criativa”, ou termos semelhantes, que diminuem grandemente a percepção da contabilidade (verídica) como ciência social e desvalorizam a profissão de quem labuta diariamente para dar transparência às contas de empresas, governos e instituições.

Não existe a tal da “contabilidade criativa”, nunca existiu! O que existe, isto sim, comprovadamente (vide operações Lava-Jato e “pedaladas fiscais”) é a “malandragem pública”, e “malabarismos orçamentários”, tentando, por vias tortas, ilegais, imorais e absolutamente incompatíveis com a ciência contábil, dar ares de legitimidade às práticas públicas de falta de transparência fiscal.

Malandragens do tipo “pedaladas fiscais” devem ser repudiadas publicamente, tanto por nós, contabilistas, como os órgãos de classe (CFC, CRCs, sindicatos – aliás, cadê a manifestação pública destes órgãos sobre o assunto? Tem medo de se manifestar?).

Se houve a despesa (no caso, com gastos “sociais” do governo federal), deve ser registrada de imediato, e não “postergada” para períodos subsequentes. Não é à toa que o pedido de impeachment da atual “presidenta” da República seja baseado nesta justa razão: malandragem não é contabilidade, é crime!

Reflita, caro colega contabilista: se neste momento histórico da nação brasileira, nos calarmos e “temermos” qualquer represália a nossas atividades, nos acovardando de nos pronunciar publicamente contra os desmandos dos governos e das falcatruas largamente utilizadas pelos entes federativos, estaremos sendo passíveis de censura pelas gerações que nos sucederem.

Pela moralidade pública, pela ordem, pelo progresso do Brasil!

Participe da Campanha Cívica De 23/Março

PROTESTO

Inovação para Sobreviver

O Brasil passa por um profundo momento de crise na economia devido aos gravíssimos problemas que resumo tratar-se da falta de credibilidade nas ações do governo. Como ficam os empresários?

Sabemos que desmandos e corrupção não é coisa inventada pelos atuais governantes brasileiros, mas sempre aconteceu.

Algumas vezes de forma mais discretas e outras tão aberrantes e sem qualquer pudor como atualmente na nação verde e amarelo.

Aos que ainda não leram sugiro conhecer O Príncipe, livro escrito pelo filósofo Nicolau Maquiavel na Idade Média. Ele detalhou a verdade da ação política e observa-se que o Lula tem grande similaridade nos discursos que conduz a cabresto parcela da população.

Mas como fica a situação dos empresários numa economia desgovernada, portanto sem saber onde chegará?

Os grandes empresários com maior poder econômico poderão optar por direcionar seus investimentos para outros países, mas a maioria de nós não tem esta mesma facilidade e então é o momento de pensar.

Pensar não significa colocar a cabeça no travesseiro, mas justamente o oposto, ou seja, reunir os profissionais e analisar tudo o que acontece é identificar o melhor reposicionamento para que sofra menos com a crise, ou melhor, se há oportunidades no meio desta confusão.

Oportunidade, talvez seja esta a palavra chave. Para refletir tomemos como exemplo um time de futebol que esteja “redondinho”, mas uma crise o assola: o principal atleta se contunde.

Crise, sim o time entra em crise, mas poderá ser a grande oportunidade para alguém, o seu reserva, que se estiver preparado e souber aproveitar o momento poderá se firmar e conquistar a sonhada vaga. A crise foi ruim para ele?

As empresas estão sem dinheiro, muitos profissionais serão demitidos e as vendas caíram. Empresários que não desejam quebrar necessitam de alguém que possa ser o guia neste período de trevas.

É nestes momentos que bons consultores ganharão novos contratos, investidores terão inúmeras opções, empresários poderão recrutar profissionais qualificados etc., mas cuidado, pois existem profetas falsos.

Este é sim um momento de reduzir custos desnecessários, mas muito mais que isto é aproveitar melhor a estrutura existente, lançar novos desafios aos colaboradores, oferecer algo a mais ao cliente, abrir os olhos para ver coisas que passavam despercebidas.

Chamo a atenção dos senhores empresários para um profissional de grande conhecimento que todas as empresas possuem e normalmente a preço baixo em relação ao custo benefício.

Refiro-me ao contador. Estes profissionais têm investido muito na capacitação, então sugiro que experimente chamá-lo para uma reunião e expor suas dificuldades e certamente se surpreenderá com a postura e conhecimento.

Somente para ilustrar informo que neste final de semana participei de um evento que formou 200 contabilistas em consultoria e gestão de empresas.

Inove ao solicitar apoio de quem conhece muito a sua empresa e portanto será desnecessário investir horas para o novo consultor compreender o funcionamento dela. Faça esta experiência e depois compartilhe os resultados. Santo de casa faz milagres se for invocado!

Gilmar Duarte é palestrante, contador, diretor do Grupo Dygran, autor dos livros “Honorários Contábeis” e “Como Ganhar Dinheiro na Prestação de Serviços” e membro da Copsec do Sescap/PR.

Com esta obra o pequeno e médio empresário terá condições de compreender a importância da precificação correta para a sobrevivência de qualquer organização e comprovará que a mesma é menos complexa do que parece, sentindo-se motivado a implantá-la na sua empresa prestadora de serviços!Totalmente atualizada e com linguagem acessível!  Guia para implementação de cálculo do preço de serviços contábeis e correlatos. Escritórios contábeis e profissionais de contabilidade têm um dilema: quanto cobrar de seus clientes? Agora chega às suas mãos um guia prático, passo-a-passo, de como fazer este cálculo de forma adequada. Com linguagem acessível, a obra facilita ao profissional contábil determinar com máxima precisão o preço de seus serviços a clientes e potenciais clientes.Clique aqui para mais informações.

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Desventuras e Aventuras de um Contabilista

por Júlio César Zanluca – contabilista e coordenador dos sites Portal Tributário e Portal de Contabilidade

Exerço a profissão contábil há mais de 30 anos. E, nos últimos dias, concluí ainda não vi tudo, pois o descalabro que as autoridades nacionais tratam os contabilistas é aviltante. De forma repugnante, uma profissão tão digna é tratada coletivamente como escravos sem qualquer direitos.

Diariamente, despejam dezenas de resoluções, atos normativos, convênios e outras parafernálias, para serem assimilados “a galope” por nós, contabilistas, auditores, consultores, escrituradores fiscais e outros profissionais do ramo.

No final de 2015 e no início de 2016, foram dezenas de alterações súbitas, entre as quais as novas formas de cálculo do ICMS nas operações interestaduais, elevação de alíquotas de tributos federais, estaduais e municipais, além da criação de novas obrigações acessórias (como a declaração eletrônica para prestação de informações relativas ao ICMS devido por substituição tributária, recolhimento antecipado e diferencial de alíquotas). Como absorver isto em tempo recorde e ainda repassar estas informações aos empresários, nossos clientes?

Não bastassem as súbitas mudanças, observa-se a inadimplência cada vez maior da clientela. Sem dinheiro, as empresas deixam de pagar primeiramente os tributos, depois os fornecedores (incluindo os honorários contábeis), e finalmente, num colapso total, simplesmente caloteiam os assalariados. Claro que estes empregos vão todos para a China, para o Chile, para países mais amigáveis com o investimento produtivo.

As anuidades do CFC/CRC, taxas e outros mecanismos de arrecadação sobre a profissão são reajustados anualmente, independentemente de nosso poder aquisitivo. Enquanto milhares de contabilistas perderam o emprego e a renda em 2015, os órgãos “federais” esbaldam-se numa arrecadação certa e tranquila, garantida “por lei”…

Bom, nestes 30 anos convenci-me que não vi tudo. Mas poderia ser pior? Sinceramente, não sei. Na minha ideia, os planos econômicos, pacotes fiscais, desindexação, extinção da correção de balanço, PIS e COFINS não cumulativos, CPMF, taxas disso, daquilo, de outros e outras imbecibilidades dos governantes já haviam provado que a administração pública é notoriamente impiedosa com a nossa profissão.

Infelizmente, a imprensa nacional também nos solapa, atribuindo termos espúrios ao nosso trabalho, como “contabilidade criativa” – veja uma análise detalhada no artigo “Contabilidade Criativa?” de nosso colega Fernando Alves Martins em https://boletimcontabil.wordpress.com/2015/03/03/contabilidade-criativa/.

Só resta repudiarmos, em público, tão grave ofensa sucessiva àqueles que garantem ao empresário a aplicação das normas contábeis, tributárias, fiscais e previdenciárias, que sucumbem ao peso de um Estado verdadeiramente falido (financeira e ideologicamente) e clamar para que “algum dia”, os ditos “órgãos de representação de classe” finalmente tenham ânimo de exigir um tratamento mais digno a uma profissão solapada pela ânsia burocrática e arrecadatória dos governos federal, estaduais e municipais.

Contabilistas: protestem!

Contabilidade: Verdades e Mentiras

Por Júlio César Zanluca – coordenador do site Portal de Contabilidade

Como em toda ciência, a contabilidade sofre com estigmas que se introduzem com o tempo, cabendo a nós, contabilistas, combatê-las com o ímpeto necessário e visando preservar os penosos avanços até aqui alcançados por todos os que contribuíram e contribuem com a dinâmica do desenvolvimento social, econômico e científico.

A verdade é que a contabilidade passa por profundas transformações, exigindo de nós atualização constante, especialmente em relação às normas internacionais, agora adotadas oficialmente no Brasil.

A mentira é que isto é moda, que tudo passará e os balanços continuarão sendo apenas demonstrativos para o fisco. Ilude-se quem ainda julga que um balancete ou balanço possa ser fraudado com simples canetadas ou ajustes temporários. Com a introdução de diversos mecanismos de acompanhamento eletrônico (SPED-fiscal, ECD, NF-e, etc.) a “burla” terá vida curta – como diz o provérbio: “mentira tem perna curta”.

A verdade é que os contabilistas estão sobrecarregados de exigências extra-contábeis, como elaboração de minuciosas demonstrações para o fisco. Mais verdade ainda é que ainda não são remunerados adequadamente por todas estas obrigações, ainda mais considerando-se a grande responsabilidade civil e penal que têm ao assinar tais demonstrativos.

A mentira é que o governo vem simplificando as obrigações. Ao contrário, com exigências cada vez mais técnicas (manuais de operação com centenas de páginas de campos, dados, layouts, etc.), o profissional contábil vê-se quase à mercê, pagando caríssimo, de profissionais de outras áreas (como informática), tendo que delegar enormes quantidades de confiança e quase sem tempo para acompanhar todas as tarefas.

A verdade é que a contabilidade é útil, verdadeiro repositório de informações para o gerenciamento de um negócio ou de uma entidade sem fins lucrativos. Se ela não é utilizada com este fim, então estamos diante de outra verdade: dinheiro mal aproveitado.

A mentira é que a contabilidade é cara. Quem faz esta afirmação não conhece (ou não lê) as milhares de normas, regulamentos, leis, portarias, instruções e outras parafernálias diárias que são publicadas nos diários oficiais da União, Estados e Municípios, mudando grotescamente a legislação e as exigências do dia para a noite.

A verdade é que a classe contábil é pouco unida, pouco participativa nos sindicatos. O episódio recente do COAF, exigindo que o contabilista quebre o sigilo dos clientes ao informar operações, é um exemplo: pouquíssimos sindicatos se manifestaram, cadê a atuação deles nesta aberração a ética do profissional?

A mentira é que não pudemos mudar o Brasil. Ora, somos mais de 500.000 profissionais, com alto conhecimento técnico, capacidades específicas, poder de gestão, e outros atributos. Como não podemos participar e contribuir para que o Brasil mude, a partir de ações individuais, profissionais, coletivas e participativas de uma classe tão numerosa e (ainda não) tão influente na vida social?

Verdades e mentiras. Você escolhe com as quais convive diariamente.