Mês: julho 2017

Conta Clientes: Quais Valores Devem Ser Mantidos Contabilmente?

Para fins contábeis e fiscais é necessário efetuar, com regularidade, análise da conta “Duplicatas a Receber” ou “Clientes”, identificando possíveis valores registrados que serão de difícil cobrança.

O ideal é ter o posicionamento, por escrito, da administração da empresa, relativamente a cada devedor inadimplente, visando adequar o saldo contábil à efetiva realidade.

Também, para fins de planejamento tributário (no lucro real), efetivar os ajustes permitidos, a seguir listados.

Para os contratos inadimplidos a partir da data de publicação da Medida Provisória 656/2014 (08.10.2014), poderão ser registrados como perda os créditos:

I – em relação aos quais tenha havido a declaração de insolvência do devedor, em sentença emanada do Poder Judiciário;

II – sem garantia, de valor:

a) até R$ 15.000,00 (quinze mil reais), por operação, vencidos há mais de seis meses, independentemente de iniciados os procedimentos judiciais para o seu recebimento;

b) acima de R$ 15.000,00 (quinze mil reais) até R$ 100.000,00 (cem mil reais), por operação, vencidos há mais de um ano, independentemente de iniciados os procedimentos judiciais para o seu recebimento, mantida a cobrança administrativa; e

c) superior a R$ 100.000,00 (cem mil reais), vencidos há mais de um ano, desde que iniciados e mantidos os procedimentos judiciais para o seu recebimento;

III – com garantia, vencidos há mais de dois anos, de valor:

a) até R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais), independentemente de iniciados os procedimentos judiciais para o seu recebimento ou o arresto das garantias; e

b) superior a R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais), desde que iniciados e mantidos os procedimentos judiciais para o seu recebimento ou o arresto das garantias; e

IV – contra devedor declarado falido ou pessoa jurídica em concordata ou recuperação judicial, relativamente à parcela que exceder o valor que esta tenha se comprometido a pagar.

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Não Vamos Assistir ao País Afundar na Lama!

Por Marcos Rigoni de Mello – Presidente do CRC-PR

É difícil aceitar, mas estamos vendo nosso querido Brasil afundar cada vez mais no lamaceiro criado por tantos políticos e empresários sem escrúpulos.

O pesadelo parece não ter fim. Alcançamos o grau máximo de inversão de valores a ponto de bandidos serem libertados e inocentes punidos.

E o que dizer da postura de um presidente que usa o poder para impedir o avanço de denúncia de corrupção contra si, comprando votos de parlamentares, negociando a liberação de verbas para projetos em troca de apoio. Como denunciado à Procuradoria Geral da República, é mesmo um atentado contra a moralidade.

Políticos corruptos e empresários bandidos desviaram bilhões dos cofres públicos, atrasando o desenvolvimento do país, condenando milhões de famílias à miséria, ao desemprego, à descrença; roubaram nossos sonhos, nossa dignidade e patriotismo.

A maior parte da população quer ganhar a vida honestamente. Só precisa de apoio. Espero que a população já tenha entendido que receber cesta básica, bolsa família, etc, é como viver na miséria. É muito mais digno estudar, ter um bom trabalho, ganhar a vida pelo próprio esforço, do que se vender por qualquer oferta.

Penso, às vezes, que vivemos uma situação pior do que se estivéssemos em guerra. Pelo menos, quando convocados, somos preparados para o desafio, sabendo que teremos que lutar e até morrer, se for o caso. Já, no momento, estamos sendo traídos e atacados por aqueles que deveriam nos proteger e nos conduzir à vitória. É covardia!

O dinheiro roubado da nação faz falta aos hospitais públicos, onde muitas pessoas estão morrendo pela carência de equipamentos, medicamentos, pessoal, atendimento. Se saúde é dever do Estado e o nosso governo não a proporciona, podemos dizer que ele está matando as pessoas.

Recursos desviados tiram vidas também por causa da precária segurança pública. E quantos brasileiros não deixam de se preparar para vida pela inexistência de boas escolas? Segurança e educação são igualmente deveres do Estado.

Quando estávamos ansiosos por notícias que nos trouxessem um pouco de esperança, somos surpreendidos por uma medida que só contribui para agravar as coisas: o aumento da alíquota do PIS/Cofins sobre gasolina, diesel e etanol, elevando o preço dos combustíveis, com impacto desastroso sobre a combalida economia.

A alegação é que há um rombo de R$ 139 bilhões a ser coberto. Ora, se as contas não fecham – sabemos que isso não acontece somente na esfera federal, mas também nas prefeituras e estados – é por causa da imoralidade generalizada e de incompetência administrativa.

É claro que não vamos ficar de braços cruzados, apenas assistindo ao país afundar na lama. Já provamos noutras ocasiões que não somos tão pacatos assim. Vamos reagir sim! Uma de nossas armas mais potentes é o voto. No ano que vem teremos eleições novamente.

Quero aproveitar para lançar uma campanha: vamos dizer não à reeleição de vereadores, deputados estaduais, deputados federais, senadores, prefeitos, governadores e presidente da República; dizer não à eleição de representantes de famílias de políticos; evitar que política seja como as capitanias hereditárias, que passavam de pai para filho. Vamos dar oportunidade a novos candidatos; fazer da política uma atividade honrada e não uma oportunidade para se tirar proveito.

Precisamos mudar radicalmente e acreditar num país melhor para os nossos filhos e netos.

Essa é a minha opinião e a sua?

Como Recuperar Tributos “Esquecidos” na Contabilidade

Com frequência, as empresas esquecem de analisar seus registros contábeis e aproveitar-se, legalmente, das hipóteses de recuperação de tributos.

O processo inicia-se com a verificação de documentos e informações tributárias e contábeis, nos 5 anos anteriores. Busca-se, dentre as hipóteses, previstas na legislação – aquelas que poderão permitir gerar créditos fiscais para compensação futura.

Como exemplos:

– Recuperação de créditos extemporâneos do IPI e ICMS.

– Recuperação de créditos do PIS e COFINS.

– Créditos do REINTEGRA, etc.

Uma auditoria interna, ou mesmo uma revisão, poderá detectar a existência de tais valores. Uma estimativa razoável é que de 1 a 5% do faturamento de um negócio possam gerar créditos tributários, em função de uma revisão dos procedimentos, do desconhecimento da legislação tributária ou má aplicação da mesma.

Tais créditos, uma vez comprovados e documentados, gerarão direitos a compensação com débitos tributários futuros, possibilitando assim eventual economia de caixa, tão necessária aos empreendimentos nesta fase de depressão econômica no Brasil.

Saiba como recuperar tributos, de forma legal e regular, através da obra “Recuperação de Créditos Tributários“.

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Pró-labore: O Que é e Como Considerá-lo na Precificação

Por Gilmar Duarte

O pró-labore honesto e sua classificação precisa no custeio contribui para definir o preço justo dos honorários dos serviços prestados. Saiba como calculá-lo e separá-lo dos lucros distribuídos.

Há pessoas que certamente trabalhariam independentemente da remuneração, embora não dispensassem o recebimento, quando possível, de um montante justo para custear a manutenção familiar ou qualquer outro compromisso.

A remuneração, nas mais diversas formas, pode ser o caminho para realizar desejos, como estudos de qualidade, casa própria, apartamento na praia, sítio de lazer, viagens, investimentos etc.

Os nomes dados aos rendimentos variam de acordo com a natureza. O proprietário que loca imóveis recebe aluguel; militares recebem soldo; investidores na bolsa de valores recebem dividendos; aplicações nas instituições financeiras geram juros; empregados recebem salário, comissões, prêmios etc. pelo trabalho; o advogado ou o médico recebe honorários.

Como já mencionado, de acordo com o tipo de atividade a recompensa tem definição técnica própria, objetivando tornar compreensível donde provém a remuneração.

Administradores de empresas também têm remuneração pelo fruto do trabalho que, logicamente, merece nomenclatura distinta: PRÓ-LABORE.

A terminologia permite saber a origem da remuneração e, também, pode haver tratamentos diferenciados, como neste caso, no qual os benefícios trabalhistas são opcionais (13º pró-labore, férias, terço constitucional etc.).

O termo pró-labore, do original em latim que significa “pelo trabalho”, corresponde à remuneração do administrador de empresas.

Ao sócio que não trabalha na empresa não cabe o pró-labore, mas sim a distribuição de lucros ou dividendos, terminologia adotada para definir a remuneração do capital investido.

Assim, o sócio que trabalha na empresa pode ter duas remunerações: o pró-labore (fruto do trabalho executado) e a distribuição de lucros (origem do capital colocado em risco).

O pró-labore é salário do sócio que tem função dentro da empresa. Essa remuneração será contabilizada em custos ou despesas e, juntamente com todas os demais, será deduzida da receita bruta para apurar o lucro líquido, a base para fazer a conta da distribuição dos lucros aos sócios.

É comum empresários perguntarem se é necessário ter o pró-labore. Então lhes pergunto: você trabalharia numa empresa, mesmo que fosse sua, sem nenhuma remuneração?

Salvo se num período para solidificá-la, acredito que ninguém faria isto. Muitos insistem em dizer que não necessitam de pró-labore, pois retiram apenas o lucro.

Eu entendo que o empresário tem remuneração suficiente, mas embolar remunerações distintas, distorce a análise dos relatórios e o custeio dos produtos ou serviços, pois o lucro não é despesa – desta forma ele terá a falsa ideia de que os custos são baixos ao comparar com o concorrente que faz a coisa certa.

Acredito que esteja clara a necessidade de “colocar os pingos nos is”. O sócio que trabalha na empresa deve ter o salário denominado pró-labore. Se a empresa apurar lucro, ele pode receber sua parcela dos dividendos.

Talvez tenha restado outra dúvida: como calcular o pró-labore justo? Simples: basta responder a seguinte pergunta: quanto você pagaria para um empregado, com a mesma competência e dinamismo, desempenhar as funções que o administrador da sua empresa realiza?

O pró-labore, que pode ser o salário acrescido de todos os encargos sociais e trabalhistas, nunca deve ser inferior, mas também não muito superior, à remuneração do funcionário capacitado para substituí-lo.

Este é o caminho para o preço justo dos honorários. Se a empresa apurar resultado positivo, o restante será distribuição de lucros. Viu como é fácil? Agora calcule o seu pró-labore e contabilize-o corretamente.

Aproveite para responder à Pesquisa Nacional das Empresas Contábeis (PNEC) que se encerra neste mês. Com ela todos os empresários contábeis ganharão inúmeras informações capazes de contribuir com a gestão dos negócios. Acesse o link https://goo.gl/XGJ4Rc.

Gilmar Duarte é palestrante, contador, CEO do Grupo Dygran (indústria comércio do vestuário, software ERP e contabilidade), autor das obras “Honorários Contábeis” e “Como Ganhar Dinheiro na Prestação de Serviços” .

Com esta obra o pequeno e médio empresário terá condições de compreender a importância da precificação correta para a sobrevivência de qualquer organização e comprovará que a mesma é menos complexa do que parece, sentindo-se motivado a implantá-la na sua empresa prestadora de serviços!Totalmente atualizada e com linguagem acessível!  Guia para implementação de cálculo do preço de serviços contábeis e correlatos. Escritórios contábeis e profissionais de contabilidade têm um dilema: quanto cobrar de seus clientes? Agora chega às suas mãos um guia prático, passo-a-passo, de como fazer este cálculo de forma adequada. Com linguagem acessível, a obra facilita ao profissional contábil determinar com máxima precisão o preço de seus serviços a clientes e potenciais clientes.Clique aqui para mais informações.

Prazo de Entrega da ECF Encerra-se em 31/07

O prazo de entrega da Escrituração Contábil Fiscal (ECF) relativa ao ano-calendário 2016 encerra-se em 31.07.2017.

Deverão constar na ECF todas as operações que influenciem a composição da base de cálculo e o valor devido do Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

Veja maiores detalhamentos no tópico ECF – Escrituração Contábil Fiscal do Guia Tributário Online.

Como implementar o SPED nos clientes dos escritórios. Passo-a-Passo para focar as mudanças necessárias. Quanto você gastaria para contratar um consultor na área? Gestão do SPED para Escritórios Contábeis 

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Publicada Lei da Reforma Trabalhista

Foi publicado hoje (14.07.2017) no Diário Oficial da União a Lei 13.467/2017, que trata de reformulações na lei trabalhista (CLT).

As várias mudanças vigorarão a partir de novembro/2017, pois a lei estabeleceu o prazo de 120 dias para a aplicação das novas normas.

Destaque-se o fim da contribuição sindical obrigatória. O desconto do imposto está condicionado à autorização prévia e expressa dos que participarem de uma determinada categoria econômica ou profissional, ou de uma profissão liberal, em favor do sindicato representativo da mesma categoria ou profissão

Os empregadores são obrigados a descontar da folha de pagamento de seus empregados relativa ao mês de março de cada ano a contribuição sindical dos empregados que autorizaram prévia e expressamente o seu recolhimento aos respectivos sindicatos.

Os empregadores que optarem pelo recolhimento da contribuição sindical deverão fazê-lo no mês de janeiro de cada ano, ou, para os que venham a se estabelecer após o referido mês, na ocasião em que requererem às repartições o registro ou a licença para o exercício da respectiva atividade.

Temas atualizados da CLT ( Reforma Trabalhista na Prática 

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Como Avaliar os Estoques?

Os estoques físicos são avaliados por ocasião do “fechamento de balanço“, normalmente no final do ano civil.

Entretanto, para fins de apuração do IRPJ e da CSLL no lucro real trimestral e também na hipótese de suspensão e redução do IRPJ e CSLL estimados com base em balancete, há necessidade de avaliação dos estoques nos balanços/balancetes respectivos.

Regra geral, os estoques são avaliados pelo custo médio de aquisição ou produção.

Entretanto, se a empresa não mantiver o registro permanente de estoque deverá avaliar o estoque das mercadorias e matérias-primas pelo preço das últimas aquisições menos os impostos recuperáveis – ICMS, IPI, PIS e COFINS, método chamado de PEPS (“primeiro a entrar, primeiro a sair”).

Caso não tenha contabilidade de custos integrada e coordenada com a escrituração (incluindo a exigência de controle permanente de estoques), a empresa deverá avaliar o estoque pelo custo arbitrado  no qual as mercadorias serão avaliadas em 70% do maior preço de vendas desse produto no período-base, não sendo permitida a exclusão do ICMS.

Base: artigos 292 a 297 do Regulamento do Imposto de Renda.

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Taxas Cambiais para Balanço – Junho/2017

Através do Ato Declaratório Executivo Cosit 25/2017 foram divulgadas taxas de câmbio para fins de elaboração de balanço relativo ao mês de junho de 2017:

Código

Moeda

Cotação Compra R$

Cotação Venda R$

220

Dólar dos Estados Unidos

3,3076

3,3082

978

Euro

3,7736

3,7750

425

Franco Suíço

3,4497

3,4518

470

Iene Japonês

0,02942

0,02944

540

Libra Esterlina

4,2976

4,2993

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Lembrete: DCTF das Inativas deve ser entregue até 21/Julho

As pessoas jurídicas que não tenham débitos a declarar ou que passem se enquadrar na situação de inatividade deixam de apresentar DCTF a partir do 2º (segundo) mês em que permanecerem nessas condições.

Porém deverão, anualmente, as pessoas jurídicas inativas deverão apresentar DCTF relativa a janeiro de cada ano-calendário.

Em 2017, o prazo de entrega da DCTF-Inativa foi prorrogado para 21.07.2017 pela Instrução Normativa RFB 1.708/2017.

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O Empresário Contábil Diversifica seus Empreendimentos?

por Gilmar Duarte

Qual é a melhor forma de atuar empresarialmente e atingir o sucesso? Estar focado numa só empresa traz segurança? Diversificar não é uma forma de fazer muitas coisas e fazê-las mal? Como o empresário contábil age nos dias atuais?

Investir num único empreendimento para estar totalmente focado é a maneira mais fácil de alcançar o sucesso em determinado ramo de atividade. Esta corrente propagada por muitos estudiosos parece garantir fundamento e maior conforto para gerir uma empresa. No entanto, há quem defenda “não colocar todos os ovos num único cesto”, o que também parece razoável e com diferentes condições de acerto.

Um empresário da área da indústria de alimentos para a avicultura pode ter passado dificuldades preocupantes com a operação “Carne Fraca”, da Polícia Federal; o investidor em móveis residenciais de madeira de lei poderá ver o fim do seu negócio caso o Brasil adote rigoroso controle das florestas; a companhia de fornecimento de água potável para uma única cidade pode perder a concessão a qualquer momento; a empresa que presta serviços exclusivos para um grande condomínio residencial poderá ver o cliente sair e ser obrigada a interromper seus negócios; a pequena, média ou grande empresa que fabrica peças somente para uma indústria automobilística estará mais insegura da continuidade do seu negócio; determinada empresa contábil de faturamento expressivo, mas se estiver nas mãos de um grupo de empresas cujo poder de mando está concentrado…

Você poderá afirmar, e com razão, que mesmo o empresário com mais de um empreendimento também incorrerá na possibilidade dos negócios, de um dia para o outro, arruinarem-se.

No entanto, quanto mais as atividades estiverem fragmentadas, desde que adequadamente geridas, maior o grau de estabilidade.

Tomemos como exemplo o cesto de ovos: a tarefa matinal de recolher, em média, cinco dúzias de ovos pode ser perdida se todas elas forem colocadas num único cesto, pois um tropeção no caminho até a despensa para depositá-las é capaz de colocar a produção do dia a perder. Melhor é distribuir as dúzias em dois ou três cestos, assim o tropeço acabará com apenas um terço da produção. No entanto, se tal distribuição aumentar significativamente os custos, correr o risco torna-se inconveniente.

O empresário prestador de serviços pode ter outros negócios passíveis de caminhar juntos, como, por exemplo, empresa de software, corretora de seguros ou despachante do Detran ou aduaneiro etc.

Diversificar aumenta a segurança na eventualidade de um dos negócios sucumbir em função do avanço tecnológico, pela simples evolução humana, falha na administração ou qualquer outro motivo. Certamente não serão afetados todos os negócios da mesma forma ou ao mesmo tempo.

O que é melhor: diversificar as atividades ou focar num único negócio? Entendo que não é a questão de saber o que é mais correto de forma genérica, mas o que melhor se harmoniza com o estilo empresarial de cada um.

Sabemos que alguns conseguem controlar diversas coisas, enquanto outros não possuem a mesma habilidade. Todos desejam conquistar a liberdade econômica e a decisão de diversificar ou focar poderá ser a estratégia que permitirá atingir grau de independência.

A Pesquisa Nacional das Empresas Contábeis (PNEC) deste ano faz esta pergunta aos empresários contábeis que, voluntariamente, respondem ao questionário. Em agosto divulgaremos como a classe se posiciona em relação à diversificação dos empreendimentos.

Se você ainda não respondeu ao questionário, mas gostaria de fazer parte deste grupo empenhado em descobrir melhores estratégias de gestão para o ramo, acesse o link https://goo.gl/XGJ4Rc. Atenção: a pesquisa será encerrada neste mês, no dia 31.

Gilmar Duarte é palestrante, contador, CEO do Grupo Dygran (indústria comércio do vestuário, software ERP e contabilidade), autor dos livros “Honorários Contábeis” e “Como Ganhar Dinheiro na Prestação de Serviços” .

Com esta obra o pequeno e médio empresário terá condições de compreender a importância da precificação correta para a sobrevivência de qualquer organização e comprovará que a mesma é menos complexa do que parece, sentindo-se motivado a implantá-la na sua empresa prestadora de serviços!Totalmente atualizada e com linguagem acessível!  Guia para implementação de cálculo do preço de serviços contábeis e correlatos. Escritórios contábeis e profissionais de contabilidade têm um dilema: quanto cobrar de seus clientes? Agora chega às suas mãos um guia prático, passo-a-passo, de como fazer este cálculo de forma adequada. Com linguagem acessível, a obra facilita ao profissional contábil determinar com máxima precisão o preço de seus serviços a clientes e potenciais clientes.Clique aqui para mais informações.