Não Existe “Contabilidade Criativa” – Existe, sim, “Malandragem Pública”

Por Júlio César Zanluca – contabilista

Nós, contabilistas, estamos cansados de ver divulgadas, na mídia, expressões absolutamente incompatíveis e desconexas da verdade real, como “contabilidade criativa”, ou termos semelhantes, que diminuem grandemente a percepção da contabilidade (verídica) como ciência social e desvalorizam a profissão de quem labuta diariamente para dar transparência às contas de empresas, governos e instituições.

Não existe a tal da “contabilidade criativa”, nunca existiu! O que existe, isto sim, comprovadamente (vide operações Lava-Jato e “pedaladas fiscais”) é a “malandragem pública”, e “malabarismos orçamentários”, tentando, por vias tortas, ilegais, imorais e absolutamente incompatíveis com a ciência contábil, dar ares de legitimidade às práticas públicas de falta de transparência fiscal.

Malandragens do tipo “pedaladas fiscais” devem ser repudiadas publicamente, tanto por nós, contabilistas, como os órgãos de classe (CFC, CRCs, sindicatos – aliás, cadê a manifestação pública destes órgãos sobre o assunto? Tem medo de se manifestar?).

Se houve a despesa (no caso, com gastos “sociais” do governo federal), deve ser registrada de imediato, e não “postergada” para períodos subsequentes. Não é à toa que o pedido de impeachment da atual “presidenta” da República seja baseado nesta justa razão: malandragem não é contabilidade, é crime!

Reflita, caro colega contabilista: se neste momento histórico da nação brasileira, nos calarmos e “temermos” qualquer represália a nossas atividades, nos acovardando de nos pronunciar publicamente contra os desmandos dos governos e das falcatruas largamente utilizadas pelos entes federativos, estaremos sendo passíveis de censura pelas gerações que nos sucederem.

Pela moralidade pública, pela ordem, pelo progresso do Brasil!

Um comentário em “Não Existe “Contabilidade Criativa” – Existe, sim, “Malandragem Pública”

  1. Em 2013 eu lembro que participei de um evento que reuniu contabilistas e um dos palestrantes, então um economista, se referiu a tal “contabilidade criativa” e levou um esporro histórico publicamente de um contador presente no evento.

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